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Construção da Arena Castelão sofreu irregularidades, apontam delações da Odebrecht

Formação de cartel é na prática a fraude em licitações para repasse de propinas

13:09 | 12/04/2017

[SAIBAMAIS]A construção da Arena Castelão, e de mais cinco estádios da Copa do Mundo, deve ser investigada por supostas irregularidades, como, por exemplo, a formação de cartel, o que é na prática a fraude em licitações para repasse de propinas.

A investigação dessas obras foi autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, após pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR). 

Além do Castelão, Maracanã, Mané Garrincha, Arena da Amazônia, Arena Pernambuco e Arena Corinthians devem ser investigadas. As construções serão inspecionadas a partir das 78 delações de executivos de uma das principais empreiteiras responsáveis pelas construções das arenas do Mundial no Brasil em 2014, a Odebrecht.

De acordo com os inquéritos, o delator Benedicto Barbosa da Silva Júnior, conhecido como BJ, narrou a “ocorrência de acordo entre as empresas do Grupo Odebrecht e Carioca Engenharia a fim de frustrar o caráter competitivo de processo licitatório associado à construção da Arena Castelão”, conforme despacho do ministro Edson Fachin.

A concorrência foi ganha pelo consórcio Arena Multiuso Castelão, formado pelas empresas Galvão Engenharia, Serveng Civilsan e BWA Tecnologia de Informação. Os documentos foram enviados à Seção Judiciária e Procuradoria da República no Ceará para averiguações.

Acordo de leniência

Ainda no ano passado, a Andrade Gutierrez, em acordo de leniência, já havia confirmado a "divisão das obras". Ou seja, um acordo entre as empreiteiras para definir quem venceria as licitações. Segundo a construtora, os acordos foram formalizados desde que o Brasil foi escolhido como sede da Copa do Mundo, em 2007.

A Andrade Gutierrez e a Odebrecht seriam as líderes do cartel operado entre 2007 e 2011.

 

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