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Advogado que discutiu com Moro deixa defesa de Lula na Lava Jato

Juarez Cirino dos Santosganhou notoriedade ao protagonizar intenso bate-boca com o juiz da Lava Jato, Sérgio Moro, durante uma das audiências da Operação

13:03 | 21/03/2017

Alegando razões pessoais, o advogado Juarez Cirino dos Santos pediu à Justiça Federal para deixar defesa do ex-presidente Lula (PT). Ele ganhou notoriedade ao protagonizar intenso bate-boca com o juiz da Lava Jato, Sérgio Moro, durante uma das audiências da Operação.

Documento oficializando a saída de Cirino e outros dois advogados de seu escritório foi protocolado na última sexta-feira, 17. O escritório do advogado não quis informar mais detalhes sobre o caso. No documento, eles destacam admiração por Lula por "sua atuação como sindicalista criador e dirigente do PT e presidente da República".

Outros dois advogados seguem atuando no caso: José Roberto Batochio e Cristiano Zanin Martins. Em entrevista ao jornal Gazeta do Povo, Cirino afirmou que deixa o caso por razões pessoais, mas evitou maiores detalhes "por motivos éticos e profissionais".

“Respeite o juízo”

Cirino ganhou espaço na mídia brasileira após se envolver em acirrado debate com o juiz Sérgio Moro. Em dezembro de 2016, o advogado discutiu com o juiz da Lava Jato durante depoimento da engenheira Mariuza Aparecida da Silva Marques, funcionária da OAS que trabalhou no triplex do Guarujá.

Após intervenções de Cirino no depoimento, Moro interrompeu o advogado e o debate acabou subindo ao nível do bate-boca. "Doutor, está sendo inconveniente. Já foi indeferida sua questão. Já está registrada e o senhor respeite o juízo", gritou Moro.

"Eu não respeito o juízo enquanto Vossa Excelência não me respeite como defensor do acusado", rebateu o advogado. "Se Vossa Excelência atua aqui como acusador principal perde todo o respeito."

Redação O POVO Online
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