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CNJ fará correição nos gabinetes de desembargadores investigados por venda de liminar

As correições, realizadas para apurar deficiências graves dos serviços judiciais, serão realizadas nos gabinetes de Francisco Pedrosa Teixeira, Carlos Rodrigues Feitosa e Sérgia Miranda

14:20 | 19/10/2016

A Corregedoria Nacional de Justiça (CNJ) realizará correição, nesta quinta, 20, e sexta-feira, 21, nos gabinetes dos desembargadores Francisco Pedrosa Teixeira, Carlos Rodrigues Feitosa e Sérgia Maria Mendonça Miranda. Os magistrados são investigados por venda de liminares e habeas corpus para soltura de criminosos nos plantões do Tribunal de Justiça do Ceará (TJCE).

Pedrosa e Sérgia foram afastados das funções pelo ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Herman Benjamin, no último dia 29 de setembro. Além deles, 14 advogados e o desembargador aposentado Váldsen Alves Pereira foram alvos na segunda fase da operação Expresso 150, deflagrada pela Polícia Federal para investigar crimes como associação criminosa, corrupção passiva, tráfico de influência, corrupção ativa e lavagem de dinheiro.

Em nota à imprensa, o CNJ informou que a correição será coordena pelos juízes auxiliares Carlos Vieira von Adamek, Márcio Evangelista Ferreira da Silva, Rui de Almeida Magalhães, e pelo Juiz Federal Jorge Gustavo Serra Macêdo Costa, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1).

As correições têm o objetivo de apurar ''fatos determinados relacionados a deficiências graves dos serviços judiciais e auxiliares, das serventias e dos órgãos prestadores de serviços notariais e de registro (artigo 54 do Regimento Interno do CNJ)''.

Os trabalhos forenses e os prazos processuais não serão suspensos durante a correição no Ceará, ainda de acordo com o CNJ. Cada gabinete deverá ter a presença de um servidor para prestar eventuais esclarecimentos.

Nessa segunda-feira, 17, O POVO publicou matéria em que Sérgia defende não ter negociado com advogados a soltura de traficantes. O nome dela é citado em conversas de um grupo de WhatsApp onde ocorria parte dos acertos de compra e venda de liminares nos plantões. 

Redação O POVO Online
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