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Em São Paulo, Grito dos Excluídos chama atenção para problemas do capitalismo

15:17 | 07/09/2016
Multidão carrega bandeira da Pastoral da Povo na Rua, na praça da Sé, em São Paulo
Multidão carrega bandeira da Pastoral da Povo na Rua, na praça da Sé, em São Paulo

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Com o lema Este Sistema é Insuportável: Exclui, Degrada, Mata, baseado em um discurso feito pelo papa Francisco na Bolívia, o Grito dos Excluídos fez nesta quarta-feira, 7, um ato na Praça da Sé, em São Paulo, e depois seguiu em passeata pelas ruas do centro até a Igreja Nossa Senhora da Paz, no bairro do Glicério, onde funciona também como um abrigo para imigrantes refugiados. O evento, que sempre ocorre no dia 7 de setembro organizado por movimentos sociais e pelas pastorais católicas, teve este ano o objetivo de criticar o sistema capitalista.

A passeata, que já existe há 22 anos, ocorreu em 24 estados do país de forma autônoma e descentralizada. O Grito dos Excluídos nasceu com a ideia de que é preciso construir um projeto popular de sociedade, uma outra proposta onde a vida seja colocada em primeiro lugar e não a economia.

%2b Grito dos Excluídos não poupa Michel Temer no bairro Jangurussu, em Fortaleza

Realidade de São Paulo
De acordo com o responsável pelo Grito em São Paulo, o coordenador da pastoral, Paulo Pedrini, dentro do tema nacional foram desenvolvidos alguns assuntos secundários, mas que se incluem no eixo do ato e que expressam a realidade de São Paulo.

“Por exemplo, a situação dos moradores de rua, do transporte público, saúde pública e ausência de moradia. Além disso, queremos destacar a situação dos refugiados, que muitas vezes morrem fugindo da guerra”.

Pedrini lembrou que moradores de rua continuam sofrendo com a violência e até com forças de segurança tirando os cobertores doados para as pessoas em situação de rua. “Isso é inadmissível. Desumano. Ainda temos que caminhar muito no sentido da solidariedade mínima que seja”. A marcha ressaltou ainda pontos como a necessidade de melhorar as políticas públicas para os refugiados. “Eles têm restrições no sentido de liberdade de participação no país. Tem muito o que melhorar, mas esse problema é mundial”.

A marcha foi pacífica e não houve incidentes. Em alguns momentos, os participantes gritaram palavras de ordem contra o governo do presidente Michel Temer.

Romaria
Paralelamente ao Grito dos Excluídos acontece também a 29ª Romaria dos Trabalhadores e das Trabalhadoras, que tem como lema este ano Mãe Negra Aparecida em teus braços, com nossas mãos, construímos o mundo justo. A promoção é da Pastoral Operária com apoio do Serviço Pastoral do Migrante. O evento teve início às 6h30 com uma caminhada do Porto Itaguaçu, em Aparecida (SP), com destino ao Santuário de Aparecida.

Agência Brasil
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