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Veja como foi acusação e defesa de Dilma no Senado

No quinto dia de julgamento da presidente afastada Dilma Rousseff (PT), acusação e defesa têm a palavra

10:06 | 30/08/2016
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O quinto dia de julgamento da presidente afastada Dilma Rousseff (PT) no processo de impeachment iniciou por volta das 10 horas e 30 desta terça-feira, 30. A sessão terá embate entre a acusação e defesa, que terá uma hora e meia cada. Esses debates devem acabar por volta das 14 horas.

[SAIBAMAIS 4] 

Depois, haverá pausa para o almoço, de uma hora. Depois, há 65 senadores inscritos para falar, por 10 minutos cada um. Lewandowski quer encerrar essa fase ainda hoje, nem que a sessão entre pela madrugada. O julgamento deve ocorrer na quarta de manhã. Assista ao vivo: [VIDEO1] 

A sessão inicia com a fala da acusação, que será dividida entre os advogados Miguel Reale Junior e Janaina Paschoa. A jurista inicia a fala. Acompanhe o tempo real:  

13h02 - Ele pergunta se é correto condenar Dilma "por uma tese que nunca foi defendida antes". Para ele, acusações são injustas.

12h59 - "Não há dolo, não há má fé, afirma Cardozo.

12h50 -  Cardozo argumenta que não houve operação de crédito entre o Banco do Brasil e o Tesouro.

12h47 - Cardozo diz que meta fiscal é anual. Ele afirma que as checagens bimestrais são de acompanhamento. "Basta ler a lei, é claríssimo, é claro".

12h42 - José Eduardo Cardozo, advogado de defesa de Dilma, diz que vamos afastar Dilma por uma "tese construída a posteriori", por um "procurador suspeito e um auditor ainda mais suspeito". Ele diz quenão há dolo na ação de Dilma.

12h35 - Cardozo diz novamente que não há crime de responsabilidade de Dilma no caso dos decretos de crédito suplementar e nas "pedaladas".

12h30 - Cardozo diz que Dilma foi discriminada por ser mulher. "Não atinjam a honra de uma mulher digna", afirmou. "É absolutamente indigno esse assassinado de reputação que se faz aqui o Congresso".

12h25 - "Golpe não são mais feitos com tanques e armas. Então, criaram-se pretextos políticos", diz Cardozo.

12h20 - Cardozo afirma que a acusação original tinha fatos que ocorreram até quando Dilma não era presidente, como o caso de Pasadena. Cunha sabia que só podia admitir, na denúncia, o que fazia sentido juridicamente.

12h15 - Cardozo fala de Eduardo Cunha. Segundo ele, muitos apoiaram Cunha por ver, nele, o homem capaz de desestabilizar o governo. O recado era "parem com a Lava Jato, demitam o ministro da Justiça e o chefe da PF".

12h10 - Cardozo afirma que o processo começa "no minuto seguinte em que Dilma ganha a eleição presidencial". Ele lembra, assim como Dilma na segunda-feira, 29, do pedido para recontagem de votos.

12h06 - O advogado de defesa de Dilma José Eduardo Cardozo começa sua fala. Ele começa relembrando trajetória política da presidente afastada na época da Ditadura Militar.  [FOTO4]

12h03 - O senador Aécio Neves (PSDB-MG) pede a palavra. Ele diz que "esta senadora" vem se especializando em "ofender essa casa" e agora quer ser "censora".

11h59 - A senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) pede a palavra para reclamar que a acusação não fez um debate jurídico, mas um debate político.

11h58 - Miguel Reale Júnior diz que a "sociedade brasileira" foi às ruas não por revanche partidária, mas porque viu que estava havendo "descaso". Ele pede mais uma vez que os senadores punam Dilma e a afastem da vida pública.

11h54 - Ele reafirma que o Senado tem "estatura moral" para condenar Dilma. "Ontem nós vimos que as perguntas, tantas fossem, foram respondidas igualmente. Não precisava a presidente ficar tanto tempo, só bastava gravar umas respostas e apertar o play, porque as respostas eram sempre as mesmas (...). Isso é um desrespeito a quem estava aqui, não responder a quem pergunta". 

11h48 - O advogado de acusação diz que Dilma demonstrou, nesta segunda-feira, 29, conhecimento de "pequenos detalhes" da política fiscal. Então como não imaginar que ela não soubesse do quadro geral? Argumenta.

11h45 - Reale Junior volta a falar que as "pedaladas" são operações de crédito. "O fato se consumou e está consumado", diz. "O fato está absolutamente configurado". "Isso é operação de crédito e dizem que não?".

11h39 - "Há crime de responsabilidade, há autoria e há dolo. Há cadáver e há mau-cheiro desse cadáver", diz Reale. Ele critica as "pedaladas fiscais", que ocultavam das contas públicas as dívidas com os bancos públicos. [FOTO3]

11h34min - Miguel Reale Junior, advogado da acusação, diz que o processo começou dos movimentos sociais, através das redes sociais.

11h30 - A sessão é retomada, a senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) defende Guimarães. Advogado de acusação Miguel Reale Júnior toma a palavra.

11h24min - O senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP) fala que ouviu o deputado federal José Guimarães (PT) o chamando de "golpista". "Golpista foram os que saquearam a Petrobras", afirma. A sessão é suspensa por cinco minutos por Lewandowski. 

11h22 - "Eu finalizo pedido desculpas à presidente da República, não porque eu fiz o que era devido, mas porque eu sei quer a situação dela não é fácil, porque sei que mesmo não sendo esse o objetivo eu lhe causei sofrimento. Quero que ela um dia entenda que eu fiz pensando também nos netos dela", afirma Janaína Paschoal, chorando.

11h18 -"Não me parece honesto dizer pra um povo que existe dinheiro para continuar com programas sociais que esse povo precisa sabendo que não há dinheiro", diz. "Não é honesto não responder nenhuma das questões feitas ontem por mais claras que elas fossem", fala, referindo-se à presença de Dilma no Senado nesta segunda-feira, 29. Isso, para ela, seria um "modo PT de ser". 

11h15 - Janaína Paschoal diz que a defesa é mentirosa. Ela afirma que houve dolo, sim, nas operações de crédito.

11h09 - A advogada de defesa critica "eterno discurso de perseguição" de Dilma.

11h07 - Paschoal diz que todos acreditaram na continuidade dos programas sociais "não só porque a presidente mentia, mas porque os balanços mentiam". "Isso é ou não é um estelionato eleitoral? Eu creio que sim".

11h04 - "No ano eleitoral, os especialistas olhavam essa poupamça, a presidente dizia que ia aumentar os programas sociais, e os especialistas diziam 'é verdade, ela tem dinheiro para isso'", diz a advogada de acusação.

11h02 - Ela diz que a defesa "não tem argumentação para fazer frente" à acusação, e por isso insiste na tese de que as "pedaladas", não se tratava de operações de crédito.

11h - Janaína começa a falar sobre a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). ela diz que quer que o "povo brasileiro fique tranquilo" com o andamento do processo e saiba que "não foi injusto". 

10h57 - "Foi Deus que fez que, ao mesmo tempo, várias pessoas 'percebessem' o que estava acontecendo no País", diz Paschoal.

10h56 - A advogada continua criticando a tese de que o processo de impeachment teria nascido de "conluios" com o deputado afastado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e com membros do Tribunal de Contas da União (TCU).

10h50 - Paschoal diz que a defesa usou apenas "um parágrafo" do parecer do procurador da República Ivan Marx. A parte em que ele escreveu que houve fraude nas "pedaladas" não é citada.

[FOTO2] 

10h47- Janaína Paschoal, advogada da acusação, diz que "é necessário que o mundo saiba que nós não estamos tratando aqui de questões contábeis". Para ela, essas questões contábeis são, na verdade, "uma grande fraude"

Redação O POVO Online

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