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Governo diz que já fez "o que era preciso" para resolver situação dos professores em greve

Para chefe de gabinete do Governo do Estado, não faz sentido aumentar o salário dos professores quando não há condições de pagar. O mais importante, diz Élcio Batista, é manter o equilíbrio fiscal

15:36 | 08/08/2016
O chefe de gabinete do Governo do Estado do Ceará, Élcio Batista, falou na manhã desta segunda-feira, 8, à Rádio O POVO CBN (FM 95.5 AM 1010) sobre as principais ações do Governo para algumas questões que o Ceará enfrenta. Sobre os mais de 100 dias de greve dos professores da rede estadual, o chefe de gabinete falou que é preciso mais "compreensão e reconhecimento do esforço que o Estado fez". Ele também comentou ações de segurança pública e de economia de água.
 
Élcio diz que foram realizadas mais de 20 reuniões com a Associação dos Professores dos Estabelecimentos Oficiais do Ceará (Apeoc) e sete acordo apresentados, todos rejeitados pelo sindicato. "Já fizemos o maior esforço. Não podemos comprometer o Estado, não podemos comprometer todas as categorias dos servidores. O mais importante tem sido manter o equilíbrio fiscal e pagar em dia todos os servidores", disse em entrevista ao programa O POVO no Rádio. "Não tem sentido dar um aumento e não conseguir pagar. É preciso mais compreensão e reconhecimento do esforço que o Estado fez.
 
Ele diz ainda que o governador Camilo Santana 29 das 30 pautas apresentadas no início da paralisação, representado um total de R$ 140 milhões. Ele lembra que apenas o reajuste não foi atendido em sua plenitude. O acordo apresentado pelo Governo variou em torno 5% de gratificação. "Aquilo que era preciso ser feito pelo Estado, foi feito". Segundo o Governo do Estado, apenas 15% das escolas continuam em greve parcial ou total.
 
 
Sobre a série de ataques contra profissionais e quipamentos de segurança do Estado, incluindo a decisão de bloquear sinais de celulares em presídios do Ceará, Élcio Batista indica que é preciso interferência do Governo Federal. "A União precisa se envolver. Não pode deixar isso só a cargo do Estado, até porque alguns são mais preparados, têm mais condições de enfrentar o crime organizado, outros têm mais dificuldades do ponto de vista institucional e financeiro", afirma. "Uma das demandas importantes é que a União tenha um plano construído junto com os Estados para enfrentar essa questão".

Ainda sobre o conjunto de ações do Governo, o chefe de gabinete do Estado afirmou que o Plano de Ações de Segurança Hídrica para Fortaleza e Região Metropolitana, apresentado no último dia 26 de julho, não funciona somente com ações do Governo. "É fundamental o engajamento. As pessoas precisam mudar os hábitos em relação à agua".
 
Redação O POVO Online
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