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Cunha é o líder do impeachment, diz Dilma no Senado

A presidente afastada fez sua defesa pessoalmente para tentar livrar-se do impedimento. Veja como foi o tempo real

08:50 | 29/08/2016
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A presidente afastada Dilma Rousseff (PT) prestou nesta segunda-feira, 29, depoimento de defesa no processo do impeachment no Senado Federal. Essa foi a primeira vez que a presidente afastada se manifestou no processo de impeachment. Até agora, a defesa estava sendo conduzida por seu advogado e ex-ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo.

Dilma iniciou sua fala às 9h53, afirmando que não congitou renunciar. "A traição, as agressões verbais e a violência do preconceito" a assombraram, "mas foram sempre superadas pela solidariedade, apoio e disposição de luta de milhões de brasileiros".

Segundo ela, em vez de solucionar, o impeachment agravará a crise brasileira. "Peço que façam justiça a uma presidente honesta, que jamais cometeu qualquer ato ilegal. Votem, sem ressentimento, o que cada senador sente por mim e o que nós sentimos uns pelos outros importa menos, neste momento, do que aquilo que todos nós sentimos pelo país e pelo povo brasileiro [...] Peço que votem contra o impeachment e pela democracia", concluiu. 

Acompanhe ao vivo o depoimento:

[VIDEO1] Dilma teve 30 minutos — prorrogáveis a critério do presidente da sessão, Ricardo Lewandowski — para apresentar seus argumentos aos senadores, que poderão questioná-la por cinco minutos cada um. A presidente afastada, entretanto, pode, a seu critério, responder ou não as perguntas.

 [SAIBAMAIS 4]
Acompanhe o tempo real:

23h51min - "Amanhã a gente fecha o caixão. Serão 62 pregos, 62 pregos!", disse o senador oposicionista (PR-ES) Magno Malta. Dilma já havia saído do local.  

23h49min - O presidente do STF, Ricardo Lewandowski, interrompe os trabalhos e diz que a sessão começará às 10h nesta terça-feira, 30.

23h49min - Dilma pede aos senadores que tenham consciência para avaliar o processo e encerra sua fala. Ela é aplaudida, mas Lewandowski pede que não haja aplausos. "Acho que a relação oposição-situação é absolutamente normal em um país democrático, mas tentar inventar crimes de responsabilidade ou transformar a execução do gasto público em um espaço de disputa ideológica Acho que já temos maturidade para superar esse processo", afirmou.

Dilma comparou novamente o processo de impeachment de 2016 ao golpe militar de 1964. "Não é um golpe como o que sofremos na minha juventude [o golpe militar de 1964], mas quando se tira um presidente eleito sem crime de responsabilidade, esse ferimento será difícil de ser curado", disse.
23h48min - "É muito grave afastar uma presidenta da República sem crime de responsabilidade, mesmo que o impeachment esteja previsto na nossa constituição", diz Dilma. Segundo ela, tirar uma presidenta sem crime de responsabilidade será um ferimento difícil de ser curado. 

23h45min - Dilma diz que ''se não percebermos que há situações que podem ser agravadas quando se deixa de fazer, estaremos cometendo um desserviço ao nosso país."

23h42min - "Acredito que o país precisa de todos vocês, não interesse de que partido vocês sejam nem qual é o credo que vocês aprovam", diz Dilma. Segundo ela, será preciso  ter maturidade para não se inventar problemas, e enfrentar os imensos problemas que existem. 

23h40min - "Nós temos que aprender que não é possível permitir ese tipo de politização diante da crise [...] Esse tipo de criminalização não é correto. Tem momentos que temos que ter uma atitude conjunta com nosso País", diz Dilma. 

23h38min - Dilma fiz que no início de 2015 tentaram impedir que as medidas de recomposição fossem aprovadas: ''embutiram neste país uma crise de proporções gigantescas"

23h30min - Dilma diz que por todas as estatísticas disponíveis no Brasil, ''a crise não começa em 2014, e sim se intensifica no final de 2014''. "Eu acredito que nós teríamos superado esse processo se tivesse havido menos politização na tentativa de inviabilizar meu governo, que começa logo depois da minha eleição", diz.

23h28min - A advogada Janaína Paschoal pede que Dilma explique por que outros países da América Latina cresceram em 2015, ao contrário do Brasil. Ela também questiona por que houve cortes em 2015 e não em 2014.

23h25min - Eu não entendo como é que nós ainda estamos discutindo isso, depois de tantos anos de vigência da Lei de Responsabilidade Fiscal", diz Dilma.

23h19min - O jurista Miguel Reale Júnior, professor de Direito da USP,  pergunta se Dilma fazia reuniões com o secretário de Tesouro em 2015. A presidente afastada diz que a emissão de decreto de crédito suplementar só aumenta os gastos se não houver contingenciamento.

23h16min - Dilma apenas agradece ao senador Paulo Rocha (PT-BA). A acusação terá a palavra para fazer perguntas por 5 minutos.

23h14min - O senador Paulo Rocha (PT-BA) diz que nunca a elite brasileira ficou tanto tempo fora do poder quanto agora. "Eu virei senador e só tenho 2º grau. Sou do tempo em que pra ser senador tinha que ter diploma e dinheiro", diz. 

23h12min - O senador Paulo Rocha (PT-BA), último inscrito para fazer perguntas, tem a palavra.

23h03min - Dilma diz que não acredita que em qualquer circunstância, sendo senador ou presidente, se possa desrespeitar a Constituição.

23 horas - O senador Roberto Muniz (PP-BA) pede esclarecimentos sobre como deveriam ter sido os lançamentos dos créditos dos bancos públicos em relação ao Plano Safra.

22h57min - "Não está nem minimamente provado que houve dolo tanto na questão dos decretos quanto na questão do Plano Safra", diz Dilma.

22h53min -  "Eu sou a presidenta que teve 54 milhões de votos. Todos aqui sabem que quem assegurava essa votação era uma aliança, e que dentro dela tinha um setor que garantia os votos, e outro garantia uma aliança política para levar o país a frente. Os votos não são do senhor Michel Temer. Os votos foram obtidos por mim", diz Dilma. 

22h50min - Dilma: ninguém pode descumprir Constituição, nem presidente nem senador
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