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Relator apresenta parecer pela cassação de Cunha no Conselho de Ética; siga

O parecer se baseia na acusação de que Cunha mentiu em 2015 à CPI da Petrobras, quando negou ter "qualquer tipo de conta" no exterior

15:42 | 01/06/2016

Relatório de Marcos Rogério (DEM-RO) que pede a cassação do deputado afastado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) está sendo lido nesta quarta-feira, 1º, no Conselho de Ética da Casa. O parecer se baseia na acusação de que Cunha mentiu em 2015 à CPI da Petrobras, quando negou ter "qualquer tipo de conta" no exterior.

Confira transmissão ao vivo da sessão do Conselho de Ética

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Apesar de o presidente em exercício da Câmara, Waldir Maranhão (PP-MA), ter impedido o relator de incluir no relatório denúncias contra Cunha no escândalo da Petrobras, Rogério não deixou o assunto de fora de seu voto. Eduardo Cunha já havia afirmado que pediria anulação do processo caso isso ocorresse.

Voto de Marcos Rogério afirma que Cunha teria omitido contas na Suíça pois, conforme investigação da Procuradoria-Geral da República, elas teriam sido abastecidas por desvios na estatal.

Manobras

Aliados de Cunha trabalham para a aplicação de uma punição branda ao peemedebista, como a suspensão temporária de suas prerrogativas parlamentares. Eles dizem ter maioria dos votos no conselho, que tem 21 integrantes. Hoje, deve haver pedido de vista do relatório. A votação final no conselho deve ocorrer na semana que vem.

Em toda a tramitação do caso, Cunha e aliados promoveram diversas manobras para atrasar ou barrar o processo. O peemedebista foi afastado pelo STF justamente sob o argumento de que usava seu poder para deter as investigações contra ele.

Ontem, Maranhão patrocinou mais uma manobra. Enviou uma consulta à CCJ (Comissão de Constituição e Justiça), a principal da Casa, que dá a ela a oportunidade de definir novas regras para a votação dos processos de cassação no plenário, em benefício de Cunha.

A consulta foi distribuída para ser relatada por Arthur Lira (PP-AL), um aliado fiel de Cunha. Lira afirmou, porém, desconhecer a consulta e disse que não sabia por que foi escolhido relator.

Redação O POVO Online
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