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"Presídios estão lotados porque Polícia está prendendo", diz Delci Teixeira

Os secretários de Segurança e de Justiça estão na Assembleia, onde são questionados por parlamentares

12:07 | 01/06/2016
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Os secretários Delci Teixeira (Segurança Pública) e Hélio Leitão (Justiça) estão na Assembleia e respondem nesta quinta-feira, 1º, a questionamentos sobre a crise do sistema penitenciário no Estado. Em sua fala, o secretário de Segurança destacou que a superlotação registrada em presídios do Estado tem relação com aumento do trabalho da Polícia Militar.

“Quando me dizem que os presídios estão superlotados, isso mostra que a Polícia está prendendo e colocando as pessoas nesses presídios”, disse. Ele destaca, no entanto, que a questão é estudada hoje no “Fórum Ceará Pacífico”, que reúne diversos órgãos na elaboração de políticas de segurança no Estado.

[SAIBAMAIS 4]“Pode se questionar se algumas dessas prisões são mal feitas. Todas elas, por óbvio, passam pelo crivo do Judiciário. Quando dizem que prisões estão superlotadas e 72% dos presos são provisórios, isso, por óbvio, foge da competência das Secretarias de Segurança e de Justiça”, disse.

Delci disse que a Secretaria tem investigado mortes dentro de presídios, mas destaca que as apurações precisam de sigilo. "Se eu disser como apuramos, comprometemos a investigação (...) muitas vezes temos que apanhar calados, não podemos tornar pública. Mas estamos apurando, estamos levantando", disse.

Violência diminuiu

O secretário destaca ainda que, no começo do governo Camilo Santana (PT), Fortaleza e Ceará possuíam índices muito superiores de violência. Ele frisa também ganhos trabalhistas e valorização de policiais militares na atual gestão. "Foi feito um trabalho sim, embora hoje se desmereça esse trabalho (...) há redução da violência. Claro que não é a redução na velocidade que queremos, mas há redução", disse.

O secretário se queixou de ainda algumas das críticas mais comuns de opositores. "Botamos policiais nas esquinas, aí reclamaram 'mas não tem carro'. Aí botamos carro, eles vem e dizem 'mas não tem rádio'. Tem rádio, companheiro".

Crise penitenciária

Na última quinta-feira, 26, um efetivo de 120 homens da Força Nacional de Segurança chegou ao Ceará para controlar crise no sistema penitenciário. Ação ocorreu após rebeliões simultâneas ocorridas em diversos presídios do Estado deixarem pelo menos 14 mortos.

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Redação O POVO Online
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