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PGR admite ter trocado nome de opositor por de petista na delação de Machado

O órgão disse ter citado erroneamente o deputado Marco Maia (PT-RS) no caso, quando deveria constar no documento o nome de Felipe Maia (DEM-RN)

12:43 | 17/06/2016
A Procuradoria-Geral da República (PGR) divulgou nota na qual admite ter incluído erroneamente o nome do deputado Marco Maia (PT-RS) no documento de delação premiada do ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado. Na verdade, o nome que deveria constar na peça é o do deputado Felipe Maia (DEM-RN), da oposição.

"Ao reproduzir os nomes das autoridades foi mencionado na petição o nome (Marco Maia) quando, na realidade, constou do depoimento do colaborador o nome dos parlamentares Felipe Maia e José Agripino Maia", diz a nota, assinada pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot.

[SAIBAMAIS 2]Em sua delação premiada, Sérgio Machado disse ter repassado propinas, via doação oficial, ao senador Agripino Maia (DEM) e seu filho, Felipe Maia. Repasses envolveriam contratos da Transpetro que teriam movimentado mais de R$ 100 milhões. Ambos negam as acusações.

Já Marco Maia, apesar de não ser citado por Machado, é alvo de inquérito na Lava Jato que apura sua atuação como membro da CPI mista da Petrobras. Na delação do ex-senador Delcídio do Amaral (MS), Maia, que era relator da CPI, é acusado de "cobrar pedágios" para não convocar empreiteiros e evitar investigações.

Redação O POVO Online
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