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Ministro do Turismo e Cunha receberam dinheiro do Petrolão, diz Janot

Parte do dinheiro teria abastecido a campanha de Henrique Eduardo Alves ao governo do Rio Grande do Norte em 2014, quando ele acabou derrotado

10:35 | 06/06/2016

Segundo o procurador-geral da República Rodrigo Janot, o ministro do Turismo Henrique Eduardo Alves atuou para obter recursos desviados da Petrobras em troca de favores para a empreiteira OAS.

Janto disse ao Supremo Tribunal federal (STF) que parte do dinheiro teria abastecido a campanha de Alves ao governo do Rio Grande do Norte em 2014, quando ele acabou derrotado.

A negociação envolveria o deputado afastado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e o ex-presidente da OAS Léo Pinheiro. Essas informações estavam sendo mantidas sob sigilo.

No despacho obtido pelo jornal Folha de São Paulo, Janot diz que Cunha e Alves agiram para beneficiar empreiteiras no Congresso, recebendo doações em contrapartida.

"Houve, inclusive, atuação do próprio Henrique Eduardo Alves para que houvesse essa destinação de recursos, vinculada à contraprestação de serviços que ditos políticos realizavam em benefício da OAS", escreveu Janot.

"Tais montantes (ou, ao menos, parte deles), por outro lado, adviriam do esquema criminoso montado na Petrobras e que é objeto do caso Lava Jato", completou.

Janot afirmou que Cunha recebeu valores em forma de doações oficiais por ter atuado em favor de empreiteiras. O mesmo teria ocorrido com o ministro.

Entre 10 e 23 de outubro de 2014, houve ao menos oito pedidos de recursos para Alves, feitos por Cunha a Pinheiro. Também há cobranças diretas do atual ministro ao empreiteiro.

Alves, segundo a PGR, prometeu ao comando da OAS atuar junto ao Tribunal de Contas da União e ao Tribunal de Contas do Rio Grande do Norte, onde a empreiteira tinha pendências.

As mensagens também citam diversos encontros dos empreiteiros com Alves.

Na prestação de contas da campanha de Alves, há o registro do recebimento de R$ 650 mil da OAS. Além disso, outros R$ 4 milhões, doados pela Odebrecht, são considerados suspeitos por Janot, porque as doações teriam sido feitas a pedido de Cunha para um posterior acerto da Odebrecht com a OAS.

Redação O POVO Online

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