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Delação de sócio da OAS emperra após ele inocentar Lula, diz jornal

Pinheiro afirmou que as obras feitas pela OAS no tríplex do Guarujá (SP) e no sítio de Atibaia (SP) foram um ''agrado'' para Lula sem contrapartidas

10:30 | 01/06/2016
O acordo de delação de Léo Pinheiro, ex-presidente e sócio da OAS condenado a 16 anos de prisão, travou após ele narrar versões que inocentariam o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. As informações foram divulgadas nesta quarta-feira, 1º, no jornal Folha de S. Paulo.

Pinheiro afirmou que as obras feitas pela OAS no tríplex do Guarujá (SP) e no sítio de Atibaia (SP) foram um “agrado” para Lula sem contrapartidas. Os procuradores do caso, no entanto, acreditam que essa versão é uma tentativa de Pinheiro preservar o ex-presidente.

O acordo de delação do empresário começou a ser negociado em março, mas ainda não há sinais previsão de quando será fechado. Os procuradores da Operação Lava Jato vão fechar acordo apenas com uma das empresas envolvidas, Odebrecht ou OAS. A perspectiva de um acordo com a Odebrecht pode complicar a situação de Pinheiro.

[SAIBAMAIS 4] Pinheiro foi condenado em agosto do ano passado por corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Eles ficou preso por cerca de seis meses, mas corre o risco de voltar à prisão. Neste mês, o recurso de seus advogados pode ser julgado pelo Tribunal Regional Federal. A OAS e o Instituto Lula não comentaram as informações.

Versão
Segundo Pinheiro, a reforma do sítio foi solicitada em 2010, no último ano do governo Lula, por Paulo Okamotto, que preside o Instituto Lula. A alegação foi confirmada por Okamotto.

Na reforma no tríplex do Guarujá, ainda segundo Pinheiro, foi gasto R$ 1 milhão, mas a família de Lula não se interessou pelo imóvel. Essa foi a mesma versão apresentada por Lula.

Redação O POVO Online
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