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Após semana de derrotas, Cunha já estuda delação premiada

Depois de uma série de derrotas nos últimos dias, membros do núcleo jurídico que atende o peemedebista já defendem que o deputado faça delação na Lava Jato

12:03 | 15/06/2016
Integrantes do núcleo jurídico que atende o presidente afastado da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), já estariam defendendo que o deputado faça delação premiada. Segundo o jornal O Estado de S. Paulo, Cunha estaria acuado após sucessão de derrotas sofridas por ele e sua família nos últimos dias.

Ainda de acordo com o jornal, a tese teria sido defendida para Cunha em reunião na residência oficial do presidente da Câmara que se estendeu até as 3h desta quarta-feira, 15. Assessores do peemedebista afirmaram ao Estadão que ele não quer fazer delação, mas que “não descarta nenhuma hipótese”.

[SAIBAMAIS 4]A possibilidade ganhou força após o Conselho de Ética da Câmara aprovar, na última terça, prosseguimento do processo de cassação de Cunha. Multa de R$ 1 milhão estipulada pelo Banco Central, bloqueio de seus bens e sua exclusão do rol de pedidos de prisão indeferidos por Teori Zavascki também pesam na questão.

“Ele está mais incomodado com a situação da Cláudia (Cruz, esposa de Cunha)”, disse ao jornal um assessor. Nesta semana, seu caso deixou o Supremo Tribunal Federal (STF) e ela virou ré do juiz federal Sérgio Moro.

Entre a equipe de defesa de Cunha, estão dois advogados que já negociaram delações premiadas para outros clientes. Entre eles, estão a advogada Fernanda Tórtima, que defende o ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado. Apesar da pressão, Cunha reforça que não irá renunciar à presidência da Câmara.

Redação O POVO Online
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