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Substituto de Cunha na Câmara é investigado por desvios de fundos

O doleiro Alberto Youssef revelou que Waldir Maranhão era um dos deputados do PP que recebiam pagamento de propina por contratos fechados entre empresas fornecedoras e a Petrobras

13:42 | 09/05/2016
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O presidente interino da Câmara dos Deputados, Waldir Maranhão (PP-MA), que assumiu o mandato na última quinta-feira, 5, é acusado de ter recebido propina para a Prefeitura de Santa Luzia, no Maranhão, investir em um fundo de investimento controlado por uma quadrilha de doleiros. O delator da Operação Miquéias ainda indicou a conta bancária na qual entraram os pagamentos. As informações são da Época.
 
Segundo o depoimento de Almir Fonseca Bento, que captava investimentos para a empresa da quadrilha, em delação premiada, Maranhão foi o contato com o prefeito de Santa Luzia (MA) na época, em 2012, Márcio Leandro Antezana Rodrigues. 
 
De acordo com o delator, ele estava com o deputado quando foi tratado com o prefeito sobre o investimento de R$ 6 milhões em fundos geridos pela empresa dos doleiros, a Invista Investimentos Inteligentes. "O deputado Waldir Maranhão recebeu R$ 60 mil por esta operação. Que deste total R$ 10 mil foi pago através de transferência bancária da sua conta no banco Itaú", disse Almir Bento.
 
A reportagem da Época revela que o dinheiro foi depositado na conta da esposa de Maranhão, entre dezembro de 2012 e janeiro de 2013. O delator contou ainda que o deputado cobrou o dinheiro para que pudesse pagar uma viagem para passar a virada do ano no Rio de Janeiro.

O Supremo Tribunal Federal recebeu, em 8 de outubro de 2013, as provas para que ele fosse investigado e acusado pela participação no esquema. Em abril do ano seguinte, a Procuradoria-Geral da República determinou diligências para apurar a participação dele no caso.  
 
O presidente interino da Câmara dos Deputados também é investigado pela Operação Lava Jato. O doleiro Alberto Youssef revelou que ele era um dos parlamentares do PP que recebiam pagamento de propina por contratos fechados entre empresas fornecedoras e a Petrobras. À reportagem da Época, Waldir Maranhão negou "o recebimento de qualquer tipo de benefício indevido e que não tem conhecimento de tal acusação". 
 
Redação O POVO Online
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