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Perto da gravação de Jucá, a minha é uma grande brincadeira, diz Delcídio

Para Delcídio, a gravação de Jucá, no enatanto, foi muito mais explícita e comprometedora. Ele pede a cassação do ex-ministro do Planejamento

12:21 | 24/05/2016

Acusado de tentar obstruir as investigações Lava Jato, o ex-senador Delcídio do Amaral teve cassação acelerada por Romero Jucá, ex-ministro de Planejamento que caiu após vazamento de gravações de conversa dele com o ex-presidente da Trasnpetro Sérgio Machado. Jucá apresentou requerimento de urgência para a realização da votação sobre destino de Delcídio.

"Depois da gravação do Mercadante, Lula e Dilma e essa agora do Jucá, com todo o respeito, a minha conversa é uma Disney, uma grande brincadeira", afirmou Delcídio, referindo-se à gravação que o levou à prisão e afirmando que ela não é tão grave quanto as outras.

O ministro Mercadante foi flagrado pelo assessor de Delcídio, enquanto ofereceria vantagens para comprar o silêncio do senador. Dilma e Lula foram grampeados em diálogo rápido que sugere que a nomeação do ex-presidente à Casa Civil era uma manobra para ele conseguir foro privilegiado e não ser investigado pelo juiz responsável pela Lava Jato Sérgio Moro.

Para Delcídio, a gravação de Jucá, no enatanto, foi muito mais explícita e comprometedora. "Ele fala de tudo, e por muito menos eu fui pro saco. Ele cogita uma mudança de governo para se fazer um pacto contra a Lava Jato. É absurdo!"

Ele também cobrou que seja feito o pedido de cassação de Jucá, mas que seja dado a ele o direito de defesa que, para segundo Delcídio, não foi lhe dado.

"O que essas gravações provam é que há uma obstrução de justiça institucionalizada, à nível presidencial e no Legislativo. Uma obstrução de justiça em cima de um pacto que passa pelo afastamento de uma presidente, isso é muito grave!", afirmou.

Para o ex-senador, as conversas só provam que não havia motivo constitucional para impeachment de Dilma Rousseff (PT). "A gravação deu munição, é um discurso muito forte para a base parlamentar da Dilma, mas não reverte o impeachment por questões absolutamente práticas".

 

As informações são do jornal O Estado de São Paulo.

Redação O POVO Online

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