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Paes lamenta impeachment, mas garante que mudança não prejudica Olimpíada

O prefeito não quis se pronunciar a respeito do impeachment de Dilma Rousseff, alegando que depois de ter tido conversa gravada como ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiu não mais %u201Cse meter" em Brasília

17:35 | 12/05/2016
O prefeito Eduardo Paes lamentou nesta sexta-feira, 12, o atual momento político que o Brasil atravessa, mas garantiu que essa instabilidade não trará prejuízo aos Jogos Olímpicos. Paes informou que conversou ao telefone com o presidente interino, Michel Temer, no último sábado, que garantiu seu compromisso com a Olimpíada.

“Este é um assunto [Olimpíadas] que perpassa políticas, governos e administrações. A presidenta Dilma vinha tratando de forma muito correta a Olimpíada, e assim continuará com o Michel Temer, essa é uma agenda do Brasil, da nação, não é agenda de partido A, B, C ou D”, declarou. “Torço para que as coisas se acertem no Brasil, ninguém está feliz neste momento, ninguém pode achar que é bom uma crise política, impeachment, mas enfim, o importante é que possamos prosseguir.”

O prefeito não quis se pronunciar a respeito do impeachment de Dilma Rousseff, alegando que depois de ter tido conversa gravada como ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiu não mais “se meter" em Brasília, devido à perda da racionalidade, do diálogo político e do debate. Ele declarou ainda que estuda convidar o ministro do Esporte, Ricardo Leyser, que será comandado pelo deputado Leonardo Picciani (PMDB) para trabalhar na preparação dos Jogos.

Paes participou da apresentação da nova parte interna do Estádio Olímpico João Havelange (Engenhão), na tarde de hoje, que precisou ser interditado por risco do desabamento de uma de suas estruturas. O prefeito admitiu que houve problemas na obra, feita para os Jogos Panamericanos de 2007, mas defendeu que a recuperação do estádio foi arcada com recursos da construtora OS e Odebrecht, concessionárias do Engenhão,“sem que a prefeitura gastasse um tostão.”

O Engenhão será palco do atletismo e receberá oito jogos de futebol, na Olimpíada, e provas de paratletismo, na Paralimpíada. As obras de ampliação e do entorno foram pagas pela prefeitura e custaram cerca de R$52 milhões. O estádio ganhou instalações temporárias, que aumentam sua capacidade de 45 mil para 60 mil lugares. As obras incluíram também intervenções no sistema de distribuição de energia, som e iluminação, construção de banheiros acessíveis, plantio de árvores, ciclovia com 2 km de extensão entre outras intervenções.

Agência Brasil
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