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Nem condenação no mensalão inibiu José Dirceu, diz Moro

"Nem o julgamento condenatório pela mais alta Corte do País representou fator inibidor da reiteração criminosa", diz decisão do juiz

16:08 | 18/05/2016
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Na decisão em que condenou o ex-ministro José Dirceu por envolvimento na Lava Jato, o juiz Sergio Moro destaca ser “perturbador” que as irregularidades tenham ocorrido enquanto o petista já era réu de ação do mensalão no Supremo Tribunal Federal (STF). Moro condenou Dirceu a 23 anos de prisão nesta quarta-feira, 24.

“Nem o julgamento condenatório pela mais alta Corte do País representou fator inibidor da reiteração criminosa, embora em outro esquema ilícito", diz o despacho. Esta é a segunda condenação contra Dirceu por crimes de corrupção. Em 2012, o petista foi condenado a dez anos e dez meses de prisão por envolvimento no escândalo do mensalão.

[SAIBAMAIS 3]Como a decisão de Moro ainda foi em primeira instância, José Dirceu ainda poderá recorrer da condenação. Ele é acusado de crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

Em sua decisão, Sergio Moro aponta envolvimento de Dirceu em "lavagem com especial sofisticação" de até R$ 10,2 milhões. O juiz afirma ainda existir registros de que o petista recebeu propinas da Lava Jato até pelo menos 13 de novembro de 2013. José Dirceu foi ministro-chefe da Casa Civil entre 2003 e 2005, no 1º mandato do ex-presidente Lula (PT).

Foram condenados também outros investigados, como o irmão do ex-ministro, Luiz Eduardo de Oliveira e Silva, que teve pena decretada de oito anos e nove meses de reclusão por lavagem e pertinência à organização criminosa.

Redação O POVO Online
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