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"Não coloco a mão no fogo por ninguém, só por mim", diz Eunício sobre gravações

O senador também criticou a atitude de Sérgio Machado de gravar conversas "para tentar salvar a sua pele"

15:55 | 27/05/2016
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Líder do PMDB no Senado e amigo próximo do presidente em exercício Michel Temer (PMDB), Eunício Oliveira afirmou em entrevista à Rádio O POVO CBN nesta sexta-feira, 27, que não pode defender os correligionários envolvidos em gravações feitas pelo ex-presidente da Transpetro Sergio Machado.

O presidente do Senado Renan Calheiros (AL) e os senadores Romero Jucá (RR) e José Sarney (AP) participaram de diálogos com Machado que sugerem estratégia para barrar Operação Lava Jato. "Só ponho a mão no fogo por mim, eu não posso defender ninguém sem eu saber e não ter participado de conversa", disse Eunício, respondendo a um questionamento sobre Calheiros.

Apesar disso, ele afirmou que primeira conversa divulgada elo jornal Folha de São Paulo envolvendo o presidente do Senado mostrava Calheiros defendendo nova lei sobre as delações. "O Renan já tinha declarado a mesma coisa que ele declarava na discussão pública", argumentou. "Quanto aos novos áudios", continua, "o que aconteceu entre o Renan e o Sérgio Machado eu não sei, não conheço e não defendo".

Embora tenha defendido que apoia as investigações e que "quem cometeu erros, seja do PMDB ou não, tem que pagar", o senador criticou a atitude de Machado. "Essas gravações feitas pelo seu Sérgio Machado clandestinamente induzindo um homem com Sarney de 87 anos e no hospitak para tentar salvar sua pele (...) é lamentável", disse.

As críticas se estenderam também aos acordos de delação premiada. "O Brasil virou esse pandemônio de delações de pessoas que roubam e depois vão fazer isso pra se livrar do roubo", afirmou. 

Redação O POVO Online

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