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Gilmar Mendes autoriza inquérito para investigar Aécio Neves

O senador é suspeito dos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro em esquema ligados a Furnas. As acusações contra Aécio Neves foram feitas pelo doleiro AlbertoYousseff e o senador cassado Delcídio do Amaral

10:20 | 12/05/2016

Gilmar Mendes, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), acatou o pedido do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, para investigar o senador Aécio Neves (PSDB-SP) "por eventuais delitos de corrupção passiva e lavagem de dinheiro". A abertura do inquérito foi autorizada nessa quarta-feira, 11, para determinar se o tucano foi beneficiado por um esquema de corrupção em Furnas.

De acordo com manifestação de Janot enviada ao STF no pedido de abertura de inquérito contra Aécio, além das acusações contra o senador feitas pelo doleiro Alberto Yousseff em delação premiada, surgiram “fatos novos” a partir da delação do senador cassado Delcídio do Amaral.

Em seu acordo de delação premiada, Delcídio afirmou que Aécio foi beneficiário de um "grande esquema de corrupção" na estatal Furnas. Nesse esquema de subornos estariam envolvidas as mesmas empreiteiras que participaram no escândalo de corrupção da Petrobras.

Mendes autorizou ainda as diligências pedidas pela Procuradoria Geral da República (PGR), que devem ser cumpridas pela Polícia Federal em até 90 dias: depoimento de Aécio, do ex-diretor de Furnas Dimas Toledo, juntada de investigação sobre Furnas feita pela Polícia Federal.

Nota
A assessoria de imprensa de Aécio divulgou na manhã desta quinta-feira, 12, onde o senador considera normal o processo de investigação. Leia o texto completo:

“Quando uma delação é homologada pelo Supremo Tribunal Federal, como ocorreu com a delação do ex-senador Delcídio Amaral, é natural que seja feita a devida investigação sobre as declarações dadas.

Trata-se de temas que já foram analisados e arquivados anteriormente.

O senador Aécio Neves tem convicção de que, como já ocorreu no passado, as investigações irão demonstrar a falsidade das citações feitas.”

Redação O POVO Online

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