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Falo 'pacto' no sentido de acelerar as investigações, diz Jucá

Ministro do Planejamento afirma que se referia falando sobre economia e a crise brasileira. "É só pegar o contexto da conversa", disse. O ministro afirmou também que não vai pedir demissão

09:58 | 23/05/2016

Ministro do Planejamento, Romero Jucá afirma que conversa sua com o ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado "não era sobre um pacto sobre a Lava Jato". Segundo ele, "é sobre economia, para tirar o Brasil da crise. Quando falo em delimitar é sobre o prejuízo que as empresas terão de pagar. Para que se decida de uma vez. Não ficar algo solto com ilações sobre todo mundo”.
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As informações são do Blog de Fernando Rodrigues, do portal de notícias Uol. Para Jucá, o Supremo Tribunal Federal deveria dizer “logo quem é que tem culpa e quem não tem”. “Eu estou num inquérito com 39 pessoas. Eles têm que informar e delimitar quem é culpado. O mesmo também a respeito das empresas”.

O diálogo, segundo Jucá, pode ter sido gravado presencialmente. Ele não acredita em grampo telefônico. Recorda-se ter tido dois encontros pessoais em março com Sérgio Machado – que também é citado na Lava Jato. Uma conversa teria sido no gabinete de Jucá no Senado. O outro diálogo teria acontecido na sua casa, em Brasília.

“Teve um dia que eu estava em casa, cedo, e me disseram que havia chegado o Sérgio Machado. Não foi algo que ele tivesse me avisado. Mas eu o recebi e tomamos café juntos”, diz. Segundo ele, só os dois estavam à mesa.

“Não sei se foi ele o responsável pela gravação ou se colocaram microfones na minha casa. Não tenho como fazer um julgamento a respeito disso”, disse.

Jucá disse ainda que conversou com o presidente em exercício Michel Temer (PMDB) neste domingo, 22, e ele o teria orientado a esperar a publicação do vazamento do áudio.

Demissão

Em entrevista à Folha de São Paulo, Jucá afirma que não pensa em pedir demissão e que decisão de sua permanência é de Michel Temer (PMDB). "Por que vou pedir demissão se estou dizendo isso [sobre a Lava Jato] desde o começo?"

"Estou muito tranquilo, o que disse ao Sérgio Machado é o que tenho dito aos jornalistas, não tem nenhum tipo de interferência na Lava Jato. É só pegar o contexto da conversa. Tem que separar o que ele disse do que eu digo", falou. 

"Tudo o que está dito ali eu falo em minhas entrevistas. Falo sempre sobre a necessidade de acelerar as investigações –esse é o sentido de delimitar—para que o Brasil saiba logo quem tem responsabilidade e quem não tem. Não podemos ficar paralisados”, concluiu.

 

Redação O POVO Online

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