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Renato Roseno pede que PGR investigue crime em fala de Jair Bolsonaro

Durante votação do impeachment, o deputado carioca homenageou Carlos Brilhante Ustra, 1º militar brasileiro reconhecido pela Justiça como torturador

17:37 | 22/04/2016
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O deputado Renato Roseno (Psol) apresentou requerimento pedindo que a Procuradoria-Geral da República apure apologia à tortura pelo deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ). Durante votação do impeachment de Dilma Rousseff no último domingo, 17, o deputado carioca homenageou Carlos Brilhante Ustra, primeiro militar brasileiro reconhecido pela Justiça como torturador.

“Pela memória do coronel Carlos Brilhante Ustra, o pavor de Dilma Rousseff”, disse Bolsonaro. Em seu pedido, Roseno afirma que a imunidade parlamentar não pode ser “escudo” para impunidade e desrespeito ao regime democrático e aos direitos humanos. Ele destaca que o código penal tipifica o crime de apologia ao crime e ao autor de crime.

[SAIBAMAIS 2]Morto em 2015, Carlos Brilhante Ustra chefiou o DOI-Codi, braço de repressão do regime militar, entre 1970 e 1974. No período, foram registradas ao menos 45 mortes e desaparecimentos de presos políticos.

OAB-RJ questiona


Na última terça-feira, 19, o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil no Rio de Janeiro (OAB-RJ), Felipe Santa Cruz, anunciou que pedirá a cassação de Bolsonaro por apologia à tortura e ao fascismo. Felipe é filho do militante do movimento estudantil Fernando Santa Cruz, que desapareceu em 1974 apesar de nunca ter participado da luta armada.

Redação O POVO Online
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