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Filha de Temer afirma que impeachment não seria bom para a democracia

Embora acredite que o impedimento seja prejudicial à estabilidade democrática, Luciana Temer discorda da tese defendida pelo Partido dos Trabalhadores (PT) de que existe um golpe em curso no Brasil

11:20 | 26/04/2016
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O processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff não é bem visto pela filha do vice-presidente Michel Temer, Luciana Temer. A professora de direito da Pontifícia Universidade Católica (PUC-SP) acredita que o que está acontecendo no cenário político brasileiro não é "algo positivo à estabilidade democrática do país".

Para Luciana, "o impeachment não é algo bom em lugar nenhum. Não se pode comemorar, já que 24 anos é um tempo muito curto de sustentação democrática para você ter dois impedimentos".

De acordo com o jornal 'Folha de São Paulo', essa afirmação foi feita a alunos durante uma aula da disciplina de direito constitucional que Luciana leciona há cerca de 20 anos.

Contudo, a filha de Temer discorda da tese defendida pelo Partido dos
Trabalhadores (PT) de que existe um golpe em curso no Brasil. “Este processo, porém, é um processo com bases jurídicas. É errado dizer que isso é um golpe, já que há uma previsão constitucional. Uma nova eleição é golpe, por não está prevista na Constituição”, ressalta.

Luciana Temer é secretária de Assistência e Desenvolvimento Social da gestão de Fernando Haddad (PT), prefeito de São Paulo, mas optou não se vincular a políticas partidárias assumindo um perfil técnico para a função.

Procurada pela Folha de São Paulo, a filha do vice-presidente não quis se manifestar.

Redação O POVO Online

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