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Ex-ministro Neri Geller é isento de acusações de fraudes na negociação de terras

16:50 | 11/04/2016
O ex-ministro da Agricultura, Neri Geller, foi isento de acusações de que ele teria se beneficiado de fraudes na negociação de terras da União destinadas à reforma agrária. Em 2014, a Justiça Federal em Mato Grosso havia pedido ao Supremo Tribunal Federal (STF) autorização para investigar Neri, que na época ainda era ministro. Conforme o inquérito da Operação Terra Prometida, deflagrada no fim de 2014 pela Polícia Federal, Neri e os irmãos Odair e Milton integrariam o que se chamava de "Grupo Geller", que possuiria entre 15 e 18 lotes obtidos irregularmente no Assentamento Itanhangá/Tapurah, do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra).

Agora, um relatório da Comissão de Ética Pública da Presidência da República mostra que o ex-ministro ficou isento das suspeitas. Em um documento curto, de duas páginas, o relator do caso, o conselheiro Mauro de Azevedo Menezes, diz que a PF confirmou que Geller nunca foi investigado pela operação, embora tenha tido seu nome citado no inquérito. Ainda segundo esse relatório, a polícia informou que nos autos não há "elementos de informação que demonstrem a participação do ex-ministro nos crimes em apuração na operação Terra Prometida". Diante disso, o relator pediu, em janeiro deste ano, o fim do processo no conselho de ética.

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