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Após homenagem de Bolsonaro, página de torturador cresce mais de 16.000%

As 13,2 mil adesões ocorrem após Jair Bolsonaro (PSC-RJ) dedicar voto pró-impeachment de Dilma Rousseff ao militar

15:41 | 20/04/2016
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A página no Facebook do coronel Carlos Brilhante Ustra, 1º militar reconhecido pela Justiça brasileira como torturador da ditadura, recebeu mais de 13,2 mil “curtidas” desde o último domingo, 16. A adesão, que representa mais de 16.000% de crescimento na página, ocorre após Jair Bolsonaro (PSC-RJ) dedicar voto pró-impeachment de Dilma Rousseff ao militar.

“Pela memória do coronel Carlos Brilhante Ustra, o pavor de Dilma Rousseff”, disse Bolsonaro, que também dedicou voto aos militares da ditadura brasileira. Morto em 2015, Carlos Brilhante Ustra chefiou o DOI-Codi, braço de repressão do regime militar, entre 1970 e 1974. No período, foram registradas ao menos 45 mortes e desaparecimentos de presos políticos.

[SAIBAMAIS 2]OAB critica

Na última terça-feira, 19, o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil no Rio de Janeiro (OAB-RJ), Felipe Santa Cruz, anunciou que pedirá a cassação de Bolsonaro por apologia à tortura e ao fascismo. Felipe é filho do militante do movimento estudantil Fernando Santa Cruz, que desapareceu em 1974 apesar de nunca ter participado da luta armada.

O golpe militar de 31 de março de 1964 levou o Brasil ao mais longo período de interrupção democrática durante a República. Lembrados como “os anos de chumbo”, o período da ditadura foi marcado pela cassação de direitos civis, censura à imprensa, repressão violenta das manifestações populares, torturas e assassinatos.

Redação O POVO Online
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