PUBLICIDADE
Notícias

Polícia Militar eleva estimativa de manifestantes em Brasília para 100 mil

12:50 | 13/03/2016
A Polícia Militar elevou a estimativa de manifestantes contra a presidente Dilma Rousseff em Brasília de 50 mil para 100 mil pessoas. O número já é maior do que o registrado no ato ocorrido há um ano, em 15 de março de 2015, quando 45 mil manifestantes foram às ruas em Brasília, conforme informações da PM, considerado a maior manifestação contra Dilma ocorrida no DF.
 
Até o começo desta tarde, Brasília reuniu o maior número oficial de manifestantes contra o governo. Em ao menos dez Estados, os protestos já tiveram início. Na capital de São Paulo, a manifestação está marcada para 15h30, mas a concentração de pessoas já teve início na Avenida Paulista.

O deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ) participou do ato. Manifestantes aproveitaram para tirar selfies com ele.

Em algumas varandas e janelas de edifícios residenciais do Distrito Federal, há bandeiras do Brasil, cena comum na capital federal apenas em Copa do Mundo. Os manifestantes usaram fantasias e carregaram "pixulecos". No Eixo Rodoviário, motoristas passaram buzinando pelas faixas que não são bloqueadas aos domingos para lazer.

Venda de camisetas
Movimentos sociais pró-impeachment da presidente Dilma Rousseff montaram, sob tendas, duas lojinhas diante do Congresso Nacional. As "butiques do impeachment" vendem camisetas com fotos de personagens como o juiz federal Sérgio Moro e até do deputado federal de direita Jair Bolsonaro (PSC-RJ). As camisas são vendidas a R$ 30 (uma) ou R$ 50 (duas). Em duas horas, entre 20 e 30 camisetas foram vendidas numa das lojas.

Mas as maiores atrações entre os "souvenirs" são os bonecos infláveis "Pixuleco", em alusão ao ex-presidente Lula, e "Bandilma", com a presidente Dilma com a camisa listrada de presidiário. Na segunda "loja" em frente ao Congresso, máscaras do juiz Sérgio Moro são distribuídas gratuitamente, assim como imitações de cédulas de R$ 50 e R$ 100 com as fotos de Dilma e Lula. Um dos vendedores diz que a procura por artigos contra o governo "explodiu" depois que Lula foi depor na Polícia Federal, em Congonhas.
TAGS