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MPF vai investigar suposto esquema envolvendo deputado, BNB e Engevix

17:47 | 15/03/2016
O Ministério Público Federal no Ceará (MPF-CE) vai investigar suposto pagamento de propina para beneficiar a empresa Engevix na obtenção de empréstimo junto ao Banco do Nordeste (BNB). O procedimento foi instaurado nesta terça-feira, 15, com base em reportagem da revista Época, divulgada na noite da sexta-feira, 11. O caso será investigado pelo procurador da República Alexandre Meireles.

Segundo a revista, um ex-operador do PT assinou acordo de delação já homologado no Supremo Tribunal Federal. A autoria é mantida em sigilo pela Procuradoria Geral da República. O delator diz ter atuado em esquema clandestino do PT para arrecadar dinheiro de empresas interessadas em negócios com o governo. As empresas teriam de pagar pedágio a partir de falsos contratos de prestação de serviços. Os valores eram divididos entre os envolvidos, dentre os quais o deputado federal José Guimarães (PT) é citado.

Em nota, o deputado repudiou as “insinuações” e disse que a acusação “revela oportunismo diante do conturbado momento político no País”.

Para o MPF-CE os fatos apontados na reportagem da Época podem configurar atos de improbidade administrativa praticados pelo ex-presidente do Banco do Nordeste, Roberto Smith, e pelo deputado José Guimarães.

Acordos
De acordo com a revista, em 2010, Guimarães teria intermediado a aproximação de sócio da Engevix, José Antunes Sobrinho, e o então presidente do BNB, Roberto Smith. Sobrinho buscava empréstimo de R$ 260 milhões para construção de usinas eólicas na Bahia e recorreu ao delator para captar os recursos.

Para o coordenador do Núcleo de Combate à Corrupção no MPF-CE, procurador da República Alessander Sales, os fatos citados na reportagem podem configurar atos de improbidade administrativa praticados pelo ex-presidente do Banco do Nordeste, Roberto Smith, e pelo deputado federal José Guimarães.

Ex-presidente do BNB, Roberto Smith, nega que tenha sido procurado pelo deputado federal para beneficiar terceiros. Ele pontua que o empréstimo para a Engevix foi uma “operação normal”, da qual há todos os registros.

Em nota, o deputado José Guimarães repudiou as “insinuações” da revista e pontuou que “não tem conhecimento de qualquer das situações”. Ele ressalta que “jamais se beneficiou de recurso público”.

“Meu trabalho como deputado pressupõe o diálogo com inúmeras instituições públicas, bem como atendimentos a diversos interlocutores de todas as esferas, conforme se pode acompanhar diariamente pela minha agenda, amplamente repercutida nas redes sociais e na própria imprensa. Uma acusação desse tipo revela oportunismo diante do conturbado momento político no país e a incessante tentativa de criminalizar o PT e o governo, bem como seus defensores e representantes”, diz a nota do líder do governo na Câmara.

Redação O POVO Online
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