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Guimarães nega ter perseguido ou "tangido" Odorico para fora do PT

Segundo Guimarães, decisão foi pessoal. Desejando sorte a Odorico, o deputado alfinetou o ex-correligionário: "Estão aqueles que apostam na derrocada do PT"

15:05 | 09/03/2016
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Líder do governo na Câmara dos Deputados, José Guimarães (PT) negou nesta quarta-feira, 9, ter perseguido ou coagido o ex-petista Odorico Monteiro (Pros) para sair do PT. Em entrevista ao O POVO, Odorico responsabilizou Guimarães por sua saída do partido, após 36 anos de militância no partido. “Estou sendo tangido do PT, tangido”, disse.

Em nota, José Guimarães destacou que a decisão de sair da legenda coube “unicamente ao deputado”. “É uma questão de foro íntimo, sobre a qual não carrego nenhuma responsabilidade”, diz. Após desejar sorte e sucesso para Odorico, o parlamentar alfinetou o ex-correligionário: “Estão aqueles que apostam na derrocada do PT”.

A resposta de Guimarães foi mais "cordial" que a do presidente do PT cearense, Francisco de Assis Diniz. Em entrevista ao O POVO, De Assis disse que, na verdade, o interesse de Odorico era se equiparar a José Guimarães dentro do equilíbrio de forças do partido. "Na verdade, ele (Odorico) gosta de metáforas, gosta de encenar as coisas”, disse.

Rui Falcão

O ex-petista, no entanto, alega ter sido perseguido e retaliado desde quando decidiu candidatar-se a uma vaga de deputado federal. Ele afirma ainda ter procurado, desde agosto passado, o presidente nacional da legenda, Rui Falcão, para uma conversa sobre o caso. “Fui a São Paulo para ver se conseguia alguma ajuda nacional e só cheguei à recepção”, diz.

Segundo De Assis, a recusa Sobre a recusa de Rui Falcão em receber Odorico foi deliberada. “Ele já sabia que era uma tentativa de justificar o injustificável, criar uma situação para anunciar a saída do partido”, diz o dirigente.

Redação O POVO Online
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