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Coordenador da Cátedra Unesco diz que movimentos pró-impeachment são oportunistas

Bernardo Mançano Fernandes explicou que os processos de corrupção existem desde os governos militares e se estabeleceram nas gestões de Collor e FHC

15:10 | 09/03/2016
O coordenador da Cátedra Unesco de Educação do Campo e Desenvolvimento Territorial e geógrafo da Unesp, Bernardo Mançano Fernandes, classificou movimentos a favor do impeachment como "oportunistas". O professor concedeu entrevista nesta quarta-feira, 9, à rádio O POVO CBN.
 
"Tenho acompanhado os documentos e as manifestações dos movimentos. Em geral, esses movimentos têm assumido uma posição de defesa da democracia", falou ao programa O POVO no Rádio. "Eles são favoráveis a apuração do processo de corrupção, mas não são favoráveis ao impeachment ou certa criminalização de algumas pessoas ou partidos sem aprofundamento da história desse processo de corrupção que não começa com o governo Lula". 

Doutor em Geografia Humana pela Universidade de São Paulo, ele afirma que a corrupção começou com os governos militares e se aprofundou na gestão dos presidentes Fernando Collor de Melo e Fernando Henrique Cardoso, e que as mobilizações pró-impeachment não se preocupam com o aprofundamento das investigações para governos anteriores a Lula. 
 
Ainda segundo Mançano, existem apenas dois tipos de movimentos atualmente no Brasil, a favor e contra impeachment. "Os movimentos pró-impeachment apareceram agora, não têm uma longa trajetória como os movimentos que são contra impeachment. Eles nasceram para lutar pelo impeachment. Eles não são movimentos históricos, são movimentos oportunistas. Eles aparecem muitas vezes defendedo a ditadura, defendendo o golpe militar", continuou.
 
"Os movimentos (contra impeachment) estão vinculados a diferentes causas sociais, econômicas e políticas", apontou, lembrando do Movimento dos Trabalhadores Sem terra (MTST), Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag) e Passe Livre. "Estão presentes reivindicando seus direitos. (Como) direito a transporte, saúde, terra, habitação, direitos a todas as dimensões da existência humana".
 
 
Redação O POVO Online
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