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Ciro acusa milícias na PM de terem "conexão na AL"; Wagner cobra CPI

Segundo o ex-ministro, ataques a coletivos e prédios públicos seriam produto de "facção da polícia com conexões na Assembleia". Deputados rebateram

10:49 | 08/03/2016
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Declaração de Ciro Gomes (PDT) em que o ex-ministro voltou a acusar a existência de milícias na Polícia Militar do Ceará provocou reação de deputados estaduais nesta terça-feira, 8. Em recente entrevista, Ciro afirmou que últimos ataques a coletivos e prédios públicos na Capital seriam produto de “facções partidarizadas”, com “conexões dentro da Assembleia”.

Em resposta, pelo menos três deputados cobraram que a acusação do ex-ministro seja investigada por Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Casa. “Enquanto o governador, o secretário e o prefeito estão calados, é o Ciro Gomes que vem dizer o que deve ser feito? Cadê a CPI do Narcotráfico?”, disse Capitão Wagner.

Em resposta, o presidente da AL, Zezinho Albuquerque (PDT), afirmou apenas que não tinha conhecimento da fala do ex-ministro. “Vou tomar conhecimento e, como sempre, reunir a Mesa Diretora para ver se vamos tomar decisão”, disse. Ele destaca que já existem outras CPIs na fila da Casa, sendo necessárias assinaturas de todos os deputados para sua antecipação.

[SAIBAMAIS 3]Violência

Nos últimos dias, foram registrados 13 atentados voltados a coletivos e prédios públicos na Grande Fortaleza. Conforme mostrou O POVO desta terça-feira, os ataques estariam sendo coordenados de dentro de presídios do Estado e teriam ligação com o Primeiro Comando da Capital (PCC).

“Essa fala (de Ciro) exige uma tomada de posição. Se ele diz que existem milícias em conexão com a AL, temos que dar resposta”, disse Roberto Mesquita (PV). “Havendo conexões entre crime e política, é necessário desnudar. Não podemos reduzir declarações dessas ao aspecto de que esse ano é eleitoral”, disse Renato Roseno (Psol).

Redação O POVO Online
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