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Prefeito de Pacoti renuncia ao cargo e vice assume gestão

Edson Leite alega questões particulares para deixar o cargo. Ele afirma que não há tempo para cuidar da Prefeitura e dos negócios

16:53 | 29/02/2016
O prefeito de Pacoti, Edson Leite (PDT), oficializou, nesta segunda-feira, 29, sua renúncia ao cargo para tratar de assuntos pessoais. O comunicado foi protocolado na manhã de hoje na Câmara Municipal da cidade. A sessão extraordinária para posse do novo prefeito, o vice Paulo Sérgio (PMDB), está prevista para as 17 horas desta segunda-feira.
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Edson Leite alega questões particulares para deixar o cargo. Ele afirma que não há tempo para cuidar da Prefeitura e dos negócios. Leite é comerciante e piscicultor, com produção fora do Estado. A decisão foi tomada em comum acordo com o vice-prefeito, que administrava a prefeitura desde outubro.

O prefeito se queixa também de ter assumido o Executivo dois anos após a eleição, com apenas um ano e meio para ajustar a administração. Ele afirma que não tentará reeleição neste ano. Leite se filiou ao PDT em setembro do ano passado. O vice também deve sair do PMDB e se filiar ao PDT.

Mudanças na gestão
Desde as últimas eleições municipais, a liderança do Executivo tem sido conturbada em Pacoti. Eleito em 2012, Edson Leite foi impedido pela Justiça Eleitoral de assumir a função, enquadrado na lei da Ficha Limpa. À época, assumiu como prefeito interino o presidente da Câmara Municipal, Valmir Saraiva (PSD), também afastado, cinco meses depois, por suspeitas de improbidade.

A gestão foi transferida, então, para a primeira vice-presidente Orquídea Jacaúna (PTB) que permaneceu por nove dias no cargo, quando Valmir reassumiu a função. Em dezembro de 2014, Valmir retornou à Câmara para participar da votação para a presidência. A Prefeitura foi passada para o vereador mais antigo da Casa, Antônio Jorge de Oliveira que, em 1° de janeiro de 2015, transferiu a função para o novo presidente eleito na Câmara, José Leandro.

O prefeito eleito Edson Leite e seu vice só conseguiram assumir a prefeitura em julho de 2015, por decisão da Justiça Eleitoral. Após três meses no cargo, ele pediu licença de 30 dias e, ao final do prazo, renovou o afastamento por mais quatro meses. Hoje ele efetivou a renúncia.

Redação O POVO Online
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