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Em SP, mulher de Capez assessora procuradoria-geral

10:55 | 27/01/2016
O procurador-geral de Justiça em São Paulo, Marcio Elias Rosa, tem como assessora a promotora Valéria Capez, mulher do presidente da Assembleia Legislativa paulista, Fernando Capez (PSDB). Por ter foro privilegiado, o deputado tucano só pode ser investigado pelo procurador-geral.

O agricultor Cássio Chebabi, presidente da Cooperativa Orgânica Agrícola Familiar (Coaf), afirmou que Capez foi beneficiário de propina de 10% sobre contratos da Secretaria de Estado da Educação no governo Geraldo Alckmin (PSDB). A cooperativa é investigada por suposta fraude na venda de produtos para merenda escolar. Chebabi deu a declaração em depoimento à força-tarefa da operação Alba Branca. Capez nega qualquer irregularidade.

A nomeação de Valéria foi publicada em outubro de 2014 e diz que ela deve "exercer suas funções de assessor junto ao seu gabinete, bem como para receber citações, notificações e intimações dirigidas ao Ministério Público e ao Procurador-Geral de Justiça".

A mulher de Elias Rosa, a procuradora do Estado Maria Rossa Elias Rosa, atua na Consultoria Jurídica da Secretaria de Governo, ligada à Casa Civil. O Ministério Público disse que "Valéria Capez é Promotora de Justiça e atua "sem vinculação direta" com o gabinete da Procuradoria-Geral de Justiça. E que Carla Maria Rossa Elias Rosa 'não é ligada à Casa Civil, nem a ela subordinada'". As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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