PUBLICIDADE
Política
NOTÍCIA

Cerveró liga Lula a empréstimo de R$ 12 milhões investigado na Lava jato

13:13 | 12/01/2016
NULL (Foto: )
NULL (Foto: )
O ex-diretor da Petrobrás, Nestor Cerveró, em depoimento por colaboração premiada na Operação Lava Jato, disse que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), então presidente, teria o nomeado diretor da BR Distribuidora, em 2008, em "reconhecimento" pela ajuda ao PT para quitar empréstimo de R$ 12 milhões do banco Schahin. O empréstimo é considerado fraudulento pelas investigações da Polícia Federal. As informações e trechos do depoimento de Cerveró foram publicados nesta terça-feira, 12, pelos jornais Valor Econômico e Folha de S. Paulo.
[SAIBAMAIS 3]
O empréstimo de R$ 12 milhões teria sido contraído em 2004 pelo pecuarista José Carlos Bumlai, também preso na Lava Jato. O valor nunca foi devolvido ao banco Schahin. Metade do valor, segundo depoimento de Bumlai, teria sido usada para pagar o empresário Ronan Maria Pinto, dono de um jornal em Santo André, para que não revelasse informações sobre o PT na região. Bumlai disse que não houve participação de Lula no negócio.

Anos depois, a empresa Schahin Engenharia foi contratada por US$ 1,6 bilhão para operação de um navio-sonda, durante a gestão de Cerveró. O contrato, segundo os jornais, seria uma forma de o PT retribuir o grupo Schahin pelo empréstimo. Cerveró disse que sua atuação no negócio gerou "um sentimento de gratidão no PT". Depois disso, ele mfoi nomeado por Lula como diretor financeiro e de serviços da BR Distribuidora.

O ex-diretor também atribui a Lula a decisão de dar influência política ao ex-presidente Fernando Collor de Mello na BR Distribuidora.

Renan Calheiros
Segundo Cerveró, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB), teria negociado pessoalmente um suposto repasse de propinas oriundas da Petrobras.Em um dos encontro com Cerveró, o peemedebista teria reclamado da "fata de repasse" provenientes da BR Distribuidora.

Aos dois jornais que divulgaram o teor do depoimento de Cerveró, Renan negou, através de nota, a participação em reuniões citadas por Cerveró e disse que "já prestou informações requeridas". Collor não se manifestou. Já o Instituto Lula afirmou que não comentará "vazamento ilegais, seletivos e parciais de supostas alegações que alimentam o mercado de delações sem prova e em troca de benefícios".

Redação O POVO Online
TAGS