PUBLICIDADE
Notícias

Agentes de saúde pressionam vereadores contra proposta da Prefeitura

O projeto enviado pelo prefeito Roberto Cláudio estabelece o piso salarial de R$ 1.014,00 para os agentes. No entanto, o valor incorpora a gratificação de Incentivo de Campo ao Piso

11:57 | 08/12/2015
NULL
NULL

Atualizada às 15h19min

Os agentes de saúde e endemias de Fortaleza ocupam as galerias da Câmara Municipal nesta terça-feira, 8, para pressionar vereadores e Prefeitura a modificar projeto que altera o salários dos servidores. Após reunião com o presidente da Câmara, Salmito Filho (PDT), sem avanços na negociação, a categoria decretou estado de greve.

O projeto enviado pelo prefeito Roberto Cláudio (PDT) estabelece o piso salarial de R$ 1.014,00 para os agentes. No entanto, o valor incorpora a gratificação de Incentivo de Campo ao Piso. A crítica dos agentes é de que a mudança significaria custear o piso com a remuneração já existente.
[SAIBAMAIS 1]
A presença dos servidores na Casa levou parlamentares a discussarem em Plenário sobre a situação. Alguns vereadores esclareceram afirmações de que estavam votando contra os servidores. "Eu não voto contra por mais que estejam acompanhados por essa péssima companhia que é a Nascélia", disse Adail Júnior (PDT), citando a presidente do Sindifort, Nascélia Silva. "Não tenho que dar satisfação a nenhum dos diretores de sindicatos, é aos servidores públicos", afirmou.

A presidente do Sindifort afirmou que a categoria permanecerá fazendo manifestações na Câmara Municipal. Se não houver mudanças na proposta de piso salaria, os servidores ameaçam entrar em greve e paralisar as atividades. Em relação às críticas do vereador Adail Júnior, Nascélia pontuou que é militante há anos e não precisa "bancar favor pessoal com nenhum vereador".  

"Veio um sindicato que não representa vocês e disse que a pauta era essa. Até hoje não votei contra nenhum trabalhador", disse Márcio Cruz (Pros). Os vereadores João Alfredo (Psol) e Jovanil Oliveira (PT) também se posicionaram a favor dos servidores. Jovanil saiu em defesa da presidente do Sindifort. "Acho muito ruim falar nessa tribuna de alguém que não pode neste momento se defender", destacou.

A vereadora Toinha Rocha (Psol) fez discurso emocionado em favor da mobilização dos agentes. Ela citou a perda familiar da irmã, neste ano, e frisou a importância do trabalho dos agentes. "90% dos contracheques desse povo que está aí é empréstimo em cima de empréstimo, o líquido que sobra é uma porcaria", disse a vereadora.Ela destacou que não é candidata à reeleição nem vereadora de oposição ou situação.

Na terça-feira, 1°, o Sindicato dos Servidores e Empregados Públicos do Município de Fortaleza se reuniu com o presidente da Câmara, vereador Salmito Filho (PDT), e outros parlamentares para tentar modificar a proposta. Não houve avanços na ocasião.

O líder do Governo, vereador Evaldo Lima (PCdoB), pontua que a proposta da Prefeitura havia sido aprovada por outras duas entidades representantes dos servidores. "Nenhum dos vereadores nem a Prefeitura são contrários às reivindicações de vocês", pontuou.

Redação O POVO Online
TAGS