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PF estuda transferir Dirceu para a Penitenciária da Papuda

18:10 | 03/08/2015
A Polícia Federal estuda transferir o ex-ministro José Dirceu da Superintendência da Polícia Federal para a Penitenciária da Papuda caso o ministro precise dormir esta noite em Brasília. Policiais federais e a defesa de Dirceu já trabalham com a possibilidade de, mesmo se houver autorização do Supremo Tribunal Federal (STF) de transferência para Curitiba, que o ex-ministro durma em Brasília.

Isso poderá ocorrer por dificuldades logísticas da PF em realizar o deslocamento a Curitiba, no Paraná, devido ao horário. A transferência de Dirceu aguarda ainda autorização do ministro Luis Roberto Barroso, do STF, responsável pelo mensalão no Supremo. Como o ex-ministro cumpre pena em regime aberto em Brasília por condenação no caso do mensalão, qualquer deslocamento precisa de aval do STF.

Mesmo se houver ainda hoje uma autorização do Supremo para que o ex-ministro seja levado a Curitiba, a PF estuda a viabilidade de transporte. A aeronave que aguardava o ex-ministro já saiu da capital federal com destino a São Paulo para buscar outros presos na Lava Jato. Com isso, seria necessário que o avião retornasse ainda hoje a Brasília para o transporte de Dirceu, o que é considerada uma possibilidade remota. Em casos como esse, que envolvem presos que poderiam causar qualquer "tumulto", a PF evita fazer deslocamentos em voos comerciais.

A transferência para a Papuda se daria porque a penitenciária possui uma ala federal em suas dependências. Além disso, a carceragem da Superintendência da PF em Brasília é considerada apenas "de passagem" e não teria as condições necessárias de abrir um preso por uma noite.

O advogado de Dirceu, Roberto Podval, chegou à Superintendência da PF pouco das 17h e não quis comentar a prisão do ex-ministro. Mais cedo, a defesa encaminhou ao Supremo um pedido para que Dirceu permaneça em Brasília.

Barroso, que é relator do mensalão no STF, disse que decidiria ainda hoje sobre o pedido de transferência de Dirceu, encaminhado pelo juiz Sérgio Moro, que decretou a prisão temporária do ex-ministro e responsável pela condução da Operação Lava Jato na 1ª instância.

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