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Ex-prefeito de Juazeiro diz que ação do MPF se baseia em erro contábil

14:59 | 19/12/2014
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O ex-prefeito de Juazeiro do Norte (Região do Cariri), Manoel Raimundo de Santana Neto, disse, nesta sexta-feira, 19, que não há embasamento legal nas denúncias do Ministério Público Federal para acusá-lo, juntamente com outras 17 pessoas, de fraude em processo licitatório e desvio de recursos da Educação.

Dr. Santana afirmou que contratou advogados para analisar a documentação do MPF. Ele afirma que o órgão “foi induzido ao erro a partir de uma informação contábil e financeira equivocada”.

Segundo denúncia do MPF, no período de 2010 a 2012, Juazeiro do Norte recebeu o montante de R$ 54.013.252,62 da União para serem aplicados na valorização de profissionais da Educação. No entanto, segundo procuradores, parte dos recursos federais foi desviada.
[SAIBAMAIS 2]
Para o ex-prefeito, as informações do MPF “são mentirosas e infundadas”. Ele destaca que seu patrimônio é formado por uma casa própria e um carro modelo Corolla, de 2010. Em seu blog, Dr. Santana publicou imagens, inclusive, de seu extrato bancário, com saldo bloqueado pela Justiça.

“Trabalho como médico há 24 anos, o meu patrimônio hoje é composto da casa onde moro e de um automóvel Corolla 2010. Meu saldo bancário era de R$ 4.327,67 (quatro mil trezentos e vinte e sete reais e sessenta e sete centavos) referentes ao restante do meu salário e décimo terceiro bloqueados pela justiça a pedido do MPF”, escreveu em seu blog o ex-prefeito.

O ex-prefeito é denunciado pelo MPF pelos crimes de apropriação de bens ou rendas públicas, fraude de procedimento licitatório, lavagem de dinheiro, falsificação de documento público, entre outros.
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