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Lobista Fernando Soares é considerado foragido

19:50 | 14/11/2014
Apontado como operador do PMDB no esquema de corrupção da Petrobras, o lobista Fernando Soares, o Fernando Baiano, não foi localizado pela Polícia Federal nesta sexta-feira e é considerado foragido da Justiça. Os agentes vasculharam, sem sucesso, endereços dele, da mãe e de uma irmã. No início da manhã de hoje, decidiram incluí-lo nas listas de procurados do Brasil e da Interpol.

Conforme a PF, o mesmo procedimento será adotado em todos os casos em que o mandado de prisão não for cumprido. Também apontado pelos investigadores como um dos operadores do esquema, que trabalharia a serviço do doleiro Alberto Youssef, Adarico Negromonte também não foi localizado pela PF e será incluído no cadastro de foragidos. Ele é irmão do ex-ministro das Cidades no governo Dilma Rousseff Mário Negromonte (PP-BA).

A última notícia sobre o paradeiro de Fernando Baiano foi dada por seu advogado, Mário de Oliveira Filho. Segundo ele, seu cliente fez cooper numa praia do Rio de Janeiro na manhã de hoje. Ao saber que a PF o procurava, teria pego um avião rumo a São Paulo, onde teria "reuniões". Questionado, o advogado não informou se o lobista se entregará. Fernando Baiano representa no Brasil um grupo espanhol com atuação nas áreas de infraestrutura e energia. Segundo o pedido de prisão enviado pelo Ministério Público Federal (MPF) à Justiça, ele cobrava propinas para obter contratos na Diretoria Internacional da Petrobras, comandada até 2012 pelo diretor Nestor Cerveró.

A PF também não conseguiu capturar o ex-diretor presidente da Queiroz Galvão Ildefonso Colares Filho. Investigadores descobriram que ele se escondeu em vários hotéis e seu último refúgio foi o luxuoso Fasano, na orla de Ipanema, no Rio de Janeiro. O hotel, que costuma receber turistas estrangeiros e celebridades, cobra até R$ 5 mil pela diária. No final da noite de hoje, o ex-executivo se entregou à polícia. Até o início da noite de hoje, não haviam se entregado Dalton dos Santos Avancini (presidente da Camargo Correa) e Valdir Lima Carreiro (presidente da Iesa Óleo e Gás).

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