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Em resolução, PT defende mais influência em 2º mandato

15:50 | 03/11/2014
Em sua primeira reunião após a reeleição da presidente Dilma Rousseff, a Executiva Nacional do PT aprovou uma resolução na qual defende maior influência do partido no segundo mandato, inclusive na definição dos rumos da política econômica. Os petistas avaliaram que o PT precisa ter voz mais atuante na administração federal. "O PT deve participar ativamente das decisões acerca das primeiras medidas do segundo mandato, particularmente no debate sobre a política econômica, a reforma política e a defesa da regulamentação dos meios de comunicação", diz um trecho de uma minuta obtida pela reportagem.

Outro tema abordado na resolução é o "enfrentamento das acusações de corrupção". Durante a campanha, o partido sofreu um desgaste com as denúncias de pagamento de propina na Petrobras reveladas pelo doleiro Alberto Youssef e pelo ex-diretor de Abastecimento da Estatal Paulo Roberto Costa. Ambos prestaram depoimentos à Justiça Federal nos quais deram detalhes do esquema. "(O PT) tem que retomar sua capacidade de fazer política cotidiana e sua independência frente ao Estado, e ser muito mais pró-ativo no enfrentamento das acusações de corrupção, em especial no ambiente dos próximos meses, em que setores da direita vão continuar premiando delatores", acrescenta a minuta.

Nos seus primeiros quatro anos, o estilo centralizador de Dilma e o fato de ela não ser um militante histórica da legenda foram criticados por integrantes do partido. Com a recondução de Dilma ao Palácio do Planalto, a direção do PT quer que Dilma esteja mais próxima da sigla. Não por acaso, os dirigentes convidaram Dilma para participar da reunião do diretório nacional que acontece no fim de novembro, em Fortaleza. "Se ela tiver possibilidade, seria importante para esta primeira reunião ela ter uma participação", afirmou nesta segunda-feira o presidente do PT, Rui Falcão, que comandou hoje uma reunião da executiva nacional.

De acordo com Falcão, a reformulação do ministério que será promovida por Dilma não foi debatida na reunião. "A composição no ministério é tarefa da presidente e ela vai dialogar (sobre isso)", disse o dirigente petista. Sobre a participação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na escolha dos novos titulares da Esplanada dos Ministérios, Falcão alegou que é natural que ele seja ouvido. "O ex-presidente Lula, nossa maior liderança, é sempre ouvido e sempre aconselha. Mas ele nunca interferiu diretamente nas questões que dizem respeito ao governo".

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