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'MG não tem dono, não tem imperador', diz Pimentel

11:10 | 05/10/2014
Líder nas pesquisas de intenções de voto para o governo de Minas Gerais, o ex-ministro Fernando Pimentel (PT) votou na manhã deste domingo, 05, sem querer comemorar antecipadamente uma possível vitória no Estado. Apesar de cauteloso, o petista ressaltou que Minas "não tem dono, não tem rei, não tem imperador".

Foi uma clara referência ao presidenciável tucano, senador Aécio Neves (MG), que governou o Estado por duas gestões e fez seu sucessor em primeiro turno, mas vê o atual candidato do partido, Pimenta da Veiga, bem atrás do adversário nos levantamentos eleitorais. "Pesquisa boa quem faz é o TRE (Tribunal Regional Eleitoral). Vamos esperar as urnas serem abertas e os votos serem contados. Respeito os votos dos mineiros. Minas não tem dono, não tem rei, não tem imperador. Aqui quem manda é o povo de Minas", afirmou o petista.

Mas, ao contrário do que disse em evento com a presidente Dilma Rousseff, candidata à reeleição, em Belo Horizonte, Pimentel declarou que não há "derrota histórica". Ao discursar em comício com a presidente em 19 de setembro, Pimentel afirmou que, "caladinho", o PT contradisse os discursos de aliados de Aécio, que alardeavam uma vantagem "histórica" de 3 milhões de votos a mais para o senador em relação a Dilma no Estado.

As pesquisas eleitorais indicam vantagem da petista em Minas. "Nós, caladinhos, mudamos o jogo e estamos às vésperas de dar uma derrota histórica para eles (tucanos)", disse na ocasião. Hoje, porém, Pimentel declarou que "históricas são as vitórias". "Aqui, caso se configure (a eleição do petista), será uma vitória histórica do povo de Minas".

Mudança

Pimentel afirmou que hoje é o fim de "uma caminhada que começou até antes da campanha", já que deixou o Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior em fevereiro para se dedicar à candidatura "ouvindo os mineiros e construindo uma proposta para governar Minas". "Apresentamos essa proposta na campanha e acredito que ela está sendo muito bem recebida. A proposta de um governo diferente do que está aí", salientou.

Preso pela ditadura militar com Dilma, Pimentel também comemorou a própria realização das eleições. "O Brasil passou por um período difícil, de ditadura militar, e hoje, mais uma vez, o povo brasileiro celebra o direito de votar. Vamos comemorar isso, que não é pouca coisa num País das dimensões do Brasil e com nossa história", concluiu.

O ex-ministro permanecerá em Belo Horizonte e acompanhará a apuração dos votos em casa, com aliados, e, segundo sua assessoria, apenas depois da divulgação do resultado do pleito pela Justiça Eleitoral seguirá para seu comitê.

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