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Melhora leve em indicadores aumentou confiança, diz BBVA

08:50 | 22/10/2014
A ligeira reação de indicadores como o consumo e a atividade podem explicar o aumento da confiança do eleitorado com a economia. A avaliação é do economista para Brasil do BBVA Research em Madri, Enestor dos Santos.

Pesquisa Datafolha divulgada na manhã desta quarta-feira, 22, afirma que a melhora da confiança econômica entre eleitores estaria ajudando a candidatura de Dilma Rousseff (PT). Santos nota que em um cenário de extrema disputa como o visto no Brasil essa "pequena melhora na margem" pode colocar um ou outro candidato na liderança.

"Indicadores recentes mostram uma pequena melhora do consumo. É uma coisa muito pequena e não usaria a palavra otimismo. É realmente só uma pequena melhora na margem. Também tem alguma reação na atividade basicamente porque o segundo trimestre foi horrível. A reação é muito pequena nesses dois indicadores, mas estamos em uma situação de disputa eleitoral tão acirrada que uma pequena melhora na margem pode dar vitória para um ou outro candidato", diz o economista do BBVA.

Dados mais recentes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que as vendas do varejo tiveram alta de 1,1% em agosto ante julho. Esse foi o melhor resultado para o setor desde julho de 2013. Na atividade, a produção industrial cresceu 0,7% em agosto na comparação com julho. Das 14 regiões pesquisadas pelo IBGE, dez registraram aumento da atividade.

Santos diz que, entre os vários indicadores macroeconômicos, só esses dois números do consumo e da atividade podem explicar a avaliação menos pessimista do eleitorado sobre a economia do Brasil revelada pela pesquisa Datafolha. "Porque em outros temas como a inflação não há melhora. Ao contrário, o preço dos alimentos voltou a ficar pressionado mais uma vez", diz o economista.

O analista para o Brasil do BBVA Research diz que as pesquisas mais recentes indicam alguma vantagem para Dilma Rousseff (PT) sobre Aécio Neves (PSDB). "Apesar disso, a disputa ainda está muito acirrada. Há alguma vantagem de Dilma, mas efetivamente não é possível fazer um prognóstico", diz o economista.

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