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Goldman diz que união entre Aécio e Marina é 'natural'

20:00 | 05/10/2014
Entre a expectativa pela briga entre Aécio Neves e Marina Silva na disputa pelo segundo lugar na eleição para a presidência da República, o PSDB acredita que sairá das disputas eleitorais de 2014 com mais força. Em entrevista à TV Estadão, neste domingo, 5, o ex-governador de São Paulo, Alberto Goldman, esnoba outros partidos menores e revela que o tucano pode se juntar com Marina, independente da ordem, para enfrentar Dilma Rousseff no segundo turno.

Para o político, que é que coordenador de campanha de Aécio, uma eventual parceria entre o candidato do seu partido e Marina Silva é uma tendência natural. "As duas candidaturas, de maneiras diferentes, simbolizaram um desejo de fazer mudanças, e portanto, nada é mais lógico do que elas se unificarem, o que me parece natural. Além disso, acredito também que os eleitorados se juntarão no sentido de enfrentar a presidente Dilma", afirmou Goldman.

Sobre as bocas de urna, que indicam vitórias ainda no primeiro turno de Geraldo Alckmin, em São Paulo, Beto Richa, no Paraná, e a derrota no primeiro turno de Pimenta da Veiga, em Minas Gerais, Goldman se mostrou muito cético. "Ainda é um pouco cedo para falar. Se observarmos em alguns casos após as pesquisas divulgadas no último sábado, você chega a conclusão de que há muitos erros comparados com a boca de urna. Em alguns casos a diferença é tão grande, que eu tenho o direito de questionar a qualidades dessas pesquisas", disse.

Para ele, o partido tucano deixa sai das eleições com um prognóstico melhor que o do PT. "Aparentemente, nós do PSDB, não iremos sair pior do que estávamos O PT sai com uma importante derrota em Brasília, o Tarso Genro, no Rio Grande do Sul, vai para o segundo turno, o candidato do PT no Ceará foi derrotado, temos uma impressão que o PT perdeu muita gente."

Goldman, atual vice-presidente do PSDB, esnoba a qualidade e o alto número de partidos no Brasil. "Do ponto de vista nacional, temos dois partidos de grande significado. Os outros não são de fato partidos. Eles surgiram de interesses momentâneos e a maioria deles foi formado de um dia para o outro. A tendência seria caminhar para quatro partidos grandes", afirmou Goldman, citando lugares como EUA, bipolarizados entre Republicanos e Democratas, Inglaterra, com o Partido Conservador, o Partido Trabalhista e o Partido Liberal Democrata, e a França, que possui quatro grandes partidos, que se dividem entre ideias de governos mais liberais e conservadoras."

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