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Ex-prefeito de Caxias vira ameaça a Tarso e Ana Amélia

09:20 | 04/10/2014
O cenário eleitoral no Rio Grande do Sul, que parecia definido com a ida do governador e candidato à reeleição Tarso Genro (PT) e da senadora Ana Amélia Lemos (PP) para o 2.º turno, deu uma chacoalhada na reta final para a eleição. Enquanto os dois candidatos mais bem colocados na disputa se concentravam em uma disputa particular, o peemedebista José Ivo Sartori, que começou a campanha com apenas 7% das intenções de voto, chegou a 23% na recente pesquisa Datafolha, divulgada na quinta-feira.

Com esse porcentual, ele passa a ameaçar a ida da senadora - que tem 28% -, para o 2.º turno contra Genro, que passou à dianteira e agora tem 32% da preferência do eleitorado gaúcho, de acordo com o instituto.

Por isso, o ex-prefeito de Caxias do Sul - cidade natal do principal fiador da sua candidatura, o senador Pedro Simon (PMDB) - deixou de ser visto como coadjuvante na disputa e passou a ser considerado um candidato competitivo.

A análise das pesquisas mostra que, enquanto Tarso ganhava a preferência de indecisos, Sartori tirou parte dos votos do PDT. Esses eleitores, possivelmente desanimados com a candidatura do deputado Vieira da Cunha, que não decolou, não se demonstraram à vontade para votar no PP de Ana Amélia, adversário histórico da sigla. Historicamente, os gaúchos levam as convicções partidárias quase tão a sério quanto a preferência futebolística.

Sartori também conquistou a adesão de parte dos indecisos, neste ano em porcentual acima do comum. Nas duas últimas semanas, o peemedebista passou a tirar votos também de Ana Amélia, acossada por denúncias de omissão de patrimônio e de ter ocupado um cargo no Senado sem trabalhar.

A expectativa agora é de que Sartori possa crescer mais porque, nas simulações de 2.º turno, está cinco pontos à frente de Tarso, enquanto Ana Amélia está em empate técnico com o governador. Dessa maneira, o ex-prefeito poderá atrair, já no 1.º turno, os votos daqueles que pretendem tirar o PT do poder.

Professor universitário, Sartori foi deputado federal e deixou a Câmara quando foi eleito prefeito de Caxias, segunda maior cidade do Rio Grande do Sul, por dois mandatos, em 2004 e 2008. Também foi deputado estadual por cinco mandatos consecutivos.

Agora, pode beneficiar-se da tradicional polarização entre petistas e antipetistas no Rio Grande do Sul. Mesmo com a aliança com o PMDB em nível nacional, a legenda jamais foi aliada do PT no Estado. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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