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Dilma: País não quer governo que se 'ajoelhou' ao FMI

23:20 | 05/10/2014
Num ataque à política econômica do PSDB, a candidata à reeleição pelo PT, Dilma Rousseff, disse neste domingo que o Brasil não quer de volta um governo que se "ajoelhou" ao Fundo Monetário Internacional (FMI) e que defendeu uma inserção internacional subordinada. Ela fez questão de ressaltar que o povo não quer um governo "que quebrou o País três vezes", numa referência ao governo tucano de Fernando Henrique Cardoso. Dilma também lembrou um episódio em que o então presidente FHC disse que quem se aposentava aos 50 anos era "vagabundo".

Para a candidata, os brasileiros "não querem de volta" aqueles que chamavam os aposentados de "vagabundos" e, num tom de ironia, disse que os tucanos agora "têm fórmulas mágicas" para a Previdência Social. "O povo não quer de volta os que chamaram os aposentados, com o perdão da palavra, de vagabundos", destacou.

No discurso para militantes do PT em Brasília, a candidata à reeleição também disse que o País não quer mais os "fantasmas do passado de volta". Em um discurso de confronto ao PSDB, a presidente afirmou que os tucanos governaram para apenas um terço da população.

A candidata enfatizou que os adversários tentaram incluir na política de privatização o setor elétrico e citou Furnas, Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal. Segundo Dilma, o PSDB governou sem "jamais promover" políticas de inclusão social e redução da desigualdade, além de impor juros que chegaram a 45%, desemprego e arrocho salarial. "O povo dirá que não quer os fantasmas do passado, como recessão, arrocho e desemprego".

Em tom de embate, Dilma disse que os brasileiros não querem de volta aqueles que se "viraram de costas para o povo" e que trouxeram o "racionamento de energia". Para a petista, o governo do PSDB proibiu escolas técnicas, elitizou as universidades federais e sucateou a rede de ensino público. A candidata defendeu a educação como "centro de tudo", o emprego e o estímulo ao empreendedorismo. Sobre combate à corrupção, ela disse estar segura de que o País precisa de uma reforma política, a "mãe de todas as reformas" e destacou que pretende trabalhar por um plebiscito.

Ao final, a candidata falou em união e conclamou todos que quiserem "trabalhar por um Brasil melhor". Ela afirmou que "juntos vamos fazer uma caminhada cada vez mais forte, mais convicta pelo bem do Brasil". Ela disse ainda que sua candidatura está aberta a "receber todos aqueles que quiserem nos apoiar de braços abertos", declarou.

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