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Rui Falcão diz que é preciso preparar volta de Lula

20:40 | 05/09/2014
O presidente nacional do PT, Rui Falcão, afirmou nesta sexta-feira, 05, durante plenária do partido em São Paulo, que é preciso preparar a volta do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2018 à presidência. Segundo ele, "é grande a responsabilidade do partido" para eleger o candidato Alexandre Padilha e também a presidente Dilma Rousseff. "Temo que eleger a Dilma para dar continuidade nesse processo e preparar a volta do Lula em 2018", disse.

Mais cedo, Falcão descartou movimento de 'volta Lula' para essas eleições. Questionado sobre rumores de que a ideia teria ganhado força novamente nos últimos dias, Falcão afirmou que "nunca soube disso". "O que eu vi foi um site fake que por sinal já foi retirado do ar."

Em seu discurso, Falcão reforçou que a campanha de Dilma não vai atacar a figura pessoal da Marina Silva (PSB). "Nós não temos absolutamente nada contra a Marina Silva, o que nós temos contra é o programa que ela encampou, as ideias que ela passou a defender", disse.

O petista também ironizou as recentes alterações no programa de governo de Marina. "(somos contra) o programa que ela escreveu como oficial, embora tenha mudado alguns pontos depois de um twitter", disse em referência a alteração de pontos do programa a respeito das causas LGBT, que teriam sido feitas após críticas de lideranças evangélicas. "(A campanha) Não é uma disputa de personalidades, não é um ataque às pessoas, é ataque duro aquelas ideias que representam um retrocesso", reforçou.

Falcão criticou novamente a política econômica do programa de Marina e disse que "não dá cheque em branco nem para as pessoas que a gente elege, porque queremos fiscalizar" e disparou: "Não dou cheque em branco para o banco Itaú", em referência a participação da herdeira da instituição, Neca Setúbal, fazer parte da campanha de Marina.

Falcão também fez uma defesa da candidatura de Padilha e disso que ela está muito vinculada a campanha de Dilma em São Paulo. Além disso, Falcão afirmou que a eleição de Padilha "é uma grande, radical e profunda transformação em São Paulo".

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