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Pimenta diz que eleitor tucano gosta de 'emoções fortes'

10:00 | 22/09/2014
Atrás em todas as pesquisas de opinião, o candidato do PSDB ao Governo de Minas, Pimenta da Veiga, afirmou ontem, em tom de ironia, durante o debate promovido pela Rede TV/Portal IG, que o eleitor tucano gosta de "emoções fortes". Segundo ele, a militância tucana, a menos de duas semanas para as eleições, não foi para as ruas como deveria e que fará isso na reta final para reverter o atual quadro das pesquisas.

O tucano lembrou que em outras eleições no Estado outros partidos também largaram na frente nas pesquisas e, ao final da apuração dos votos, os candidatos do PSDB saíram vencedores. "Isso já foi visto antes. Só posso pensar que os eleitores do PSDB gostam de emoções fortes. Na hora certa, todos vão mostrar sua força e sairemos vencedores desta eleição", disse.

Com a ausência do petista Fernando Pimentel, que alegou estar com faringite, o debate ficou polarizado entre Pimenta, Fidélis Alcântara, do PSOL, e Tarcísio Delgado, do PSB. Assim como o presidenciável tucano Aécio Neves, que acusou a candidata do PSOL, Luciana Genro, de trabalhar para o PT, Pimenta chamou o candidato do PSOL, em Minas, de "costela do PT". Fidélis repetiu o bordão de Luciana. "Costela do PT uma ova. Vocês (PSDB) se juntaram com o PT para eleger o prefeito de Belo Horizonte", afirmou.

Tarcísio Delgado também não deixou de criticar o candidato do PSDB, acusado pela campanha petista de ter ficado fora do Estado, por anos, e agora ter voltado para se candidatar a governador. Numa discussão sobre índices da segurança, Delgado chegou a acusar Pimenta de desconhecer números. "Você voltou para Minas sem saber o que passa no Estado. Adotou um discurso do PSDB sem levar em consideração a realidade", ressaltou. Ao final, Pimenta da Veiga disse que a eleição se polariza entre ele e Pimentel e que o eleitor terá de se decidir entre os modelos de governar do PT e do PSDB. "Lamento a ausência do candidato do PT, mas o eleitor saberá o que fazer. Terá de decidir entre um modelo que gera escândalos, um atrás do outro, ou que fez Minas crescer", destacou.

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