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Membros da CPMI da Petrobras querem acesso a depoimento de Paulo Roberto Costa

17:44 | 17/09/2014
O ministro do Supremo Tribunal Federal Teori Zavaski recebe nesta quinta-feira, 18, integrantes da CPMI da Petrobras. Eles querem a liberação do depoimento do ex-diretor da empresa, Paulo Roberto Costa, à Justiça, em acordo de delação premiada. O presidente da CPMI, senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), anunciou nesta quarta que conversou com o presidente do Supremo, Ricardo Lewandowiski, e agendou a reunião. Teori Zavaski foi o ministro indicado para acompanhar as investigações sobre irregularidades na Petrobras, uma vez que as denúncias envolvem parlamentares, que têm foro previlegiado.

O acesso à transcrição do depoimento de Paulo Roberto Costa ao Ministério Público é a principal aposta dos membros da CPMI para que o Congresso continue investigando irregularidades na Petrobras. Hoje, eles tentaram interrogar o ex-diretor, mas Costa fez uso do direito de permanecer calado e não respondeu a nenhuma pergunta dos parlamentares.

[SAIBAMAIS 1]“A delação é a única forma de continuarmos com as investigações dentro do Congresso Nacional. Sem o compartilhamento das informações com o Ministério Público e com o Supremo Tribunal Federal, a CPMI está morta”, afirmou o líder do Solidariedade, deputado Fernando Francischini (PR).

Para o líder do DEM no Senado, José Agripino Maia (RN), a CPMI tem direito de investigar e, dessa forma, ter acesso ao depoimento da delação premiada. “Se ele se recusa a falar, vamos procurar o que temos direito, que é o compartilhamento dos dados. A prioridade é da CPMI. Vamos buscar a fonte da informação, usar uma prerrogativa do Congresso Nacional. A população tem de entender que estamos fazendo o que é possível fazer”, salientou o senador.

Teori Zavaski já comunicou à CPMI que ainda não está de posse dos documentos da delação premiada. Para Agripino Maia, o encontro de amanhã servirá para que os parlamentares cobrem agilidade no repasse desses documentos. Líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE) acredita que a ida ao Supremo será “inócua”. Argumentou que o acordo foi feito no âmbito das investigações e que o ministro Zavaski não terá como compartilhar a transcrição, porque ainda não teve acesso a ela.

Agência Brasil

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