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Lewandowski fica apenas uma hora no Palácio do Planalto

17:10 | 23/09/2014
Em seu primeiro dia como presidente da República em exercício, Ricardo Lewandowski, esteve no Planalto apenas por cerca de uma hora. Ele fez questão de ir ao gabinete presidencial para assinar atos do Poder Executivo, como a promulgação de acordos aprovados pelo Congresso, que permitem a emissão de visto de trabalho recíproco para dependentes de diplomatas de sete países, além da aposentadoria de ministros do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e Tribunal Superior do Trabalho (TST).

Lewandowski foi recebido no Planalto pelo chefe de gabinete da presidente Dilma Rousseff, Beto Vasconcelos, e conversou com os ministros da Casa Civil, Aloizio Mercadante, e da Advocacia Geral da União, Luiz Inácio Adams. Tirou fotos no gabinete presidencial, mas não teria recebido nenhuma visita especial, nem mesmo de familiares, que estão fora de Brasília.

De acordo com assessores do presidente interino, embora feliz com a possibilidade de assumir o cargo de presidente da República, Lewandowski está fazendo questão de separar bem as funções de chefe do Executivo e do Judiciário. Por isso mesmo, a ideia dele é de não presidir a sessão do Supremo nesta quarta-feira, 24, para evitar conflito de interesses. E ainda para manter esta separação das funções, Lewandowski fez questão de retornar ao Supremo para cumprir a agenda que tinha prevista para ele, como chefe do Judiciário, em seu gabinete.

Por volta das 17 horas, Lewandowski recebe, no STF, o embaixador do Kuwait no Brasil, Ayadah Alsaidi, e às 18h30, concederá audiência ao senador Vital do Rego (PMDB-PB), ao lado do ministro Teori Zavascki e do procurador-geral da República, Rodrigo Janot. Vital quer que a CPI Mista da Petrobras, que ele preside, tenha acesso ao processo de delação premiada do ex-diretor de Abastecimento da empresa, Paulo Roberto Costa, para conhecer o conteúdo das denúncias de desvios de recursos na estatal.

Esta é a primeira vez que Lewandowski assume a Presidência da República. A manobra foi necessária para evitar que todos os demais ocupantes de postos da linha sucessória enfrentassem questionamentos jurídicos em suas eleições. Para evitar problemas, uma viagem de última hora para o Uruguai foi arranjada para o vice-presidente Michel Temer, que concorre à reeleição na chapa de Dilma. O presidente da Câmara, deputado Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), não quis assumir porque está em campanha pelo governo do Rio Grande do Norte. O presidente do Senado, Renan Calheiros, não está em campanha, mas seu filho Renan Filho é candidato ao governo de Alagoas e a legislação impede que parentes de chefe de Poder Executivo concorram a cargos eletivos. Lewandowski é o próximo na linha sucessória.

Lewandowski fica como presidente da República até amanhã à noite, quando a presidente Dilma retorna ao Brasil de sua viagem para Nova York.

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