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Confira as perguntas e respostas da sabatina de Tasso Jereissati

O postulante ao Senado do Estado pelo PSDB foi entrevistado por um grupo de jornalistas do O POVO até às 12 horas

10:09 | 17/09/2014
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O candidato Tasso Jereissati (PSDB), que briga por vaga no Senado Federal, participou nesta quarta-feira, 17, da série de debates promovida pela TV O POVO. Sabatina foi realizada com os jornalistas Érico Firmo, Fábio Campos e Luiz Henrique Campos, durante uma hora e meia de programa. Confira vídeo e trechos da participação do candidato abaixo:

[VIDEO1]

11h50min

Considerações finais do candidato: "Acho que é um momento de mudança, novamente. Os valores morais do País e éticos na administração pública estão destroçados, esse escândalo da Petrobras é inaceitável. É preciso juntar competência e ética para termos uma sociedade justa e igualitária".

 

11h40
Ruy: O sr não acha uma vergonha que Fortaleza tenha 50% das pessoas sem tratamento de água em casa?
Tasso: Sim, uma coisa é falar e outra como aconteceu comigo de ver pessoas vivendo com esgoto a céu aberto. Mas tem uma explicação política. Se você lembra do Sanear, a gente teve que quebrar a cidade inteira, as críticas que vieram, de pessoas que ficaram com o comércio fechado, pessoas não tinham como andar no carro e colocá-lo na garagem.


Érico: Mas foi pouco, né?
Tasso: Sim, a cidade é muito grande e ainda atingimos 60% da cidade. Foi gigantesca. E depois que você termina, ela não aparece, a população quer a obra só de tapa buraco.  [...]


Fábio: O senhor apoiou muito o ex-governador Ciro Gomes, seu amigo de longa data, mas quando você precisou não houve apoio. Isso machucou?

Tasso: Em um primeiro momento sim, mas depois temos que entender a política. O que aprendi com o FHC é nunca guardar rancor, faz mal a você e não ao alvo do rancor, considero isso como parte da vida. O poder muda muito as pessoas, e muito poder durante muito tempo transforma personalidades. Por isso que é ruim o poder durante muito tempo.

 

Luiz: O sr representa uma era no Ceará e agora faz uma campanha sozinho ou junto a ex-inimigos políticos. Não fica uma frustração, hoje aceitar que o presidente do seu partido declare voto a Marina?

Tasso: Houve um tumulto pensando em pedir que Marina fizesse esse evento, ele se revoltou e foi solidário com a Marina.

11h23min

Tasso diz não ter rancor de Ciro e nega ter coordenado acordo para eleger Cid
Tasso: Eu disse que depois que começaram a trabalhar na Abreu Lima, a hipótese de se começar uma refinaria na Petrobras não dava pra acreditar. A Petrobras não tinha caixa para fazer as refinarias que tavam prometendo... Tava confessado que ela não iria fazer. Qualquer empresa tem que publicar anualmente seu plano de negócios. E no plano de investimento não tinha refinaria no Ceará. Eu dizia o que era óbvio, que era uma mentira. Na última vez se mostrou até um video em um terreno hipotético. Em 2017, 2018, eu acredito que venha.

 

Luiz: O sr. teria feito aquele acordo com os irmãos Gomes para não permitir reeleição do Lúcio Alcântara, e foi sugerido a ele a candidatura ao senado.
Tasso: Nunca fiz acordo com os Gomes. O rompimento como Lúcio sim, e declarei que não iria participar da campanha de Lúcio e nem de ninguém. Tive uma conversa com o governador Lúcio sobre a hipótese de mudança, que não ocorreram. Em uma reunião Lúcio declarou que não tinha interesse em ser governador e sugeriu candidatura do Cid, como uma possibilidade a se conversar. Ele não tinha interesse na reeleição, em um primeiro momento. Depois, ele declarou a candidatura e começou a ocorrer boatos que me aborreceram. Aí eu declarei que estava fora da campanha e não concordava com o governo Lucio, eu lavava minhas mãos.

 

Fábio: O sr não controlava o partido naquela época?

Tasso: Não...


Luiz: Ficou acertado que o nome seria Cid, ele concordou?

Tasso: Sim, houve a consideração de que o Lúcio não tinha interesse.

 

Ruy: O sr. disse que a política feita já té superada, há um cansaço generalizado da sociedade, que há espaço de gente nova que apresente uma ruptura. O sr se inclui na categoria de político que é capaz de romper, que pode ser a perspectiva de mudança?
Tasso: Não vou dizer que me considero, porque nunca aceitei essas velhas práticas e até desagradei. Fui pro senado, podria ter me adaptado a esse tipo de política, mas nunca aceitei e gerei muitos inimigos. Pra mim seria continuar uma trajetória que sempre foi a minha. Quanto a necessidade hoje jovens com ideias novas, claro, é fundamental gente nova, que queira mudar. Com uma visão de mundo diferente.


Fábio: O sr é um homem de partido, mas o sr rompeu com Serra e apoiou candidatura de Cid?
Tasso: Eu não rompi com o PSDB, tinha uma coisa importante, um candidato no Ceará que eu aceitava. Eu fiz uma opção sem romper com o partido, que entendeu minha posição. Eu não posso votar contra o candidato carense que tava representando a vontade do Ceará. Nunca rompi com meu partido, não houve hostilidade entre as partes, o partido e eu.

Erico: O sr governou três vezes, porque não houve construção de hospitais no interior?
Tasso: Teve vários, o maior que me lembro foi o de Iguatu, não lembro se foi conveniado, mas foi feito com recursos do estado. Ampliações fizemos várias.
Nessa discussão, mas basicamente foram fechados mais leitos. Não adianta abrir um novo hospital e fechar velhos. O proprio hospital geral fizemos uma modernização muito grande. UTIs neo natal nos fizemos várias, no estado inteiro. O melhor momento da estruturação da saúde foi nesses anos. No primeiro governo não tinhamos recursos, mas o hospital não era prioridade, mas sim os agentes de saúde. O melhor médico do Ceará era o saneamento do básico, pois isso gerava problemas na saúde.
 

 

11 horas

Tasso defende privatizações e diz que não "jogou toalha" de candidatura de Aécio
Luiz Henrique: Queria dar continuidade ao papel do senador. O sr. tem procurado resgatar sua história como governador, não seria também culpa do político, que não tenta esclarecer ao eleitor qual o seu papel nos cargos? Com exceção de Lúcio, todos tiveram uma carreira como senador não foram avante. Isso também não tem parcela de culpa do candidato, que não coloca o verdadeiro papel do senador?
Tasso: Acho que seria importante esclarecer isso e tenho tentado fazer isso em minha campanha. Eu vejo campanhas dizendo que vão fazer isso ou aquilo, mas sabemos que o senador não faz nada, o papel do senador é o de legislar, representar e defender o Estado. Além dos papel de fiscalização, do governo federal principalmente. Eu tento também recompor minhas história política, que é importante, há geração que mal me conhecia. Os mais novos não tinham uma percepçção politica, é importante que essa geração conheça a história e caráter do candidato com o que ele tá dizendo.


Fábio: Sua campanha na TV ressalta Castanhão e outras obras de recursos federais...
Tasso: Todas elas foram recursos federais e estaduais, compartilhados. Aeroporto foi basicamente estado, e o Porto do Pécem compartilhamento de recursos.


Fábio: Há pontos que não são tocados, as privatizações. Como o BEC, processo iniciado no seu Governo, e a Coelce. Eu partilarmente questionava, hoje é uma empresa espanhola que está no comando. Aécio não privatizou sua estatal de energia. Queria uma avaliação sobre essas privatizações.

Tasso: Sou favorável às privatizações quando necessário. Se a iniciativa privada poder fazer melhor... No caso do BEC, que não fui eu, foi o Governo Federal, vendemos para o Banco do Brasil, quem privatizou foi o Lula, o PT que diz que é contra. E que o BEC era constantemente vítima de necessidadede recursos do estado para preencher prejuízos gerados. Era fonte de drenagem de recursos da educação, segurança... é justo você drenar recursos da população mais pobre para cobrir rombos feitos para empréstimos a empresas grandes? Havia aí injustiça social mais flagrante e criminosa, drenando o dinheiro do pobre para os ricos.


Érico: O dinheiro da coelce foi para quem?
Tasos: Foi pro Castanhão, e a Coelce tá aí funcionando melhor do que antes. Tínhamos problemas de apagão, falta de luz... Serviu pro Castanhão, pro Porto de Pecém, foi pro aeroporto, se não fosse ele não teríamos turismo. Milhares de empregos são gerados ao redor do turismo. E para obras habitacionais também. Não temos recursos abundante, se a iniciativa privada pode gerir. Quase todos os estados privatizaram, para pegar esse dinheiro e levar para investimento. A Cagece é diferente, o que eu digo é que tudo que a iniciativa privada pode fazer melhor deve ser assim. mas para Cagece não funcionava, porque é um sistema deficitário. Se a Cagece puder ser gerida melhor, tudo bem, hoje não é.


Érico: Você disse que Dilma e Lula prometeram muita coisa. Por que o eleitor deve achar que o PSDB vai fazer, se antes ele não fez em várias ocasiões, foram promessas não cumpridas.
Taso: Vamos falar das que foram.. Castanhão, Posto do Pecém, Aeroporto. Mais importante do que ser federal é colocar o recurso federal. Refinaria, estava negociada com alemães e árabes, eu levei árabes para fechar o acordo. Quem não deixou foi o presidente Lula do PT, porque tinha a opção de fazer no Ceará ou em Pernambuco. Por motivos ideológicos, houve possibilidade de se associar com o Chavez, naquela época ele era encantado. Se você não tiver participação da Petrobras você não faz. Se ela não fornecer parte do petróleo, a maioria vem dela. O Chávez disse queria a refinaria, vou me associar a Petrobras, queria que fosse uma homenagem ao general Abreu Lima, que participou da revolução bolivariana, e ele é pernambucano. Então sob esse pretexo, que foi o que o Lula disse, que tinha que ser com a Venezuela, então teria que ser em Pernambuco, então esvaziou o interesse de vir para o Ceará. Foi negada pelo presidente Lula para colocar em Pernambuco.

 

10h45min
Luiz Henrique: O sr. tem adotado um estilo light em relação às outras campanhas, se deve a decisão ou período sabático com netos? O sr. por exemplo, nunca participou de debates.

Tasso: Participei de vários debates. Na campanha anterior éramos mais agressivos, por conta também da juventude, ficando com sentimentos exacerbados. Isso é bom, essa força provoca mudanças. Vocês sabem que a vida ensina muitos.


Luiz: Tasso paz e amor?!
Tasso: Sempre fui, você nunca vai ver uma declaração minha com rancor...

 

Érico: Quando Lúcio era candidato, o sr. dizia em derrotar o capital como um todo..

Tasso: Não me lembro dessa declaração, talvez estivesse realmente emocionado, até me desculpo se citei nomes.

 

Érico: Só um dos projetos seus se tranformou em norma política. Existe perspectiva de o sr. se eleito, o eleitor não corre o risco de eleger um senador cujos projetos não são aprovados?
Tasso: Vai caber ao eleitor julgar, que sabe da minha história no senado. Muitos dos projetos que não forma transformados em norma jurídica, o PT veio e depois transformou. Eu fiz uma que obrigava que os recursos do pré-sal fossem para educação, foi derrotado pelo PT  e hoje  a Dilma propôs isso usando uma bandeira eleitoral. O senador é o representante do estado, legislador, fiscalizador e representante do estado. Não gosto de me auto-elogiar, mas está também o de brigar pelos interesses dos estados, eu acho que ao longo dos anos eu e Patricia fomos lutadores enormes pelos interesses contrariados do Ceará. O que com certeza serviu para que o governo viesse a atender os projetos. Fizemos esse anos todos o papel de respeitar o estado. O outro papel é o de fiscalizar, você vê aí esse escândalo da Petrobras. Esse papel de fiscalizador faz com que o senador de oposição seja fundamental. Eu vou ser mais importante como fiscalizador e defensor do estado do que elaborador de projetos. Vou lutar independente do partido que esteja lá! Não é frustração, a gente luta com o que pode, várias vezes tentei colocar uma CPI, ia pra casa e dormia tranquilo porque fiz o meu papel.

 

 

10h35min
Ruy: Qual é o quadro que o sr. faz de um eventual governo da Marina ou reeleição de Dilma?
Tasso: Não joguei a toalha da candidatura do Aécio, estou otimista, ele cresceu muito. E o que eu disse ao Estado de São Paulo foi que era difícil, toda eleição é difícil. Depois do acidente lamentável o quadro ficou mais difícil, houve uma comoção grande, mas ela tende a chegar ao momento da razão, que será a vez do Aécio. Quanto à Marina, nossa hipótese de 2° turno é Aécio e Dilma. Eu disse que a ideia da Marina era perigosa, de ir pinçando cada partido. O que ocorreu aqui foi uma destruição partidária. [...] Para a saúde do Governo a oposição é muito importante. No primeiro governo do Cid, houve a ideia que o partido poderia fazer parte do governo, aconteceu transitoriamente até que passou a ser como está.

Ruy: Não é assim que se faz política, principalmente o PMDB que fica ao lado do governo?
Tasso: Houve uma destruição, começou uma cooptação e depois teve a prática de fazer vários partidos pequenos. Aquilo que sempre existiu se institucionalizou. A Marina busca partidos.

Fábio: E se Aécio não for para o 2° turno, evidentemente que haverá negociação. Com Marina isso se dará?
Tasso: Em qualquer hipótese, uma coisa é negociar alianças com partidos, isso faz parte da cena principal democrática, nesse sistema parlamentarista. Mas sempre ao redor de partidos, se a prática de pinçar em cada partido pode destruir os partidos, provoca o caos. O que eu digo, com certeza, a prática de fazer alianças partidárias em torno de um programa é uma prática perigosa. Eu não penso em 2° turno sem Aécio.


Acompanhe as sabatinas:

TV O POVO: canal aberto (48); Multiplay (23); Net (24)

Rádio O POVO/CBN: 95,5 (FM); 1.010 (AM)

A série de sabatinas com os postulantes ao Senado já ouviu a candidata do PSTU, Raquel Dias, na última segunda-feira, 14.

Redação O POVO Online

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