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Programa eleitoral estreia no rádio com homenagens de PSB, Aécio e Lula a Campos

Candidato do PSB, que morreu na última quarta-feira em desastre aéreo, foi homenageado por vários candidatos

07:35 | 19/08/2014
O horário eleitoral estreou no rádio na manhã desta terça-feira com o programa do PSB, ainda sem substituto escolhido para Eduardo Campos, tendo como protagonista o ex-governador de Pernambuco, que morreu na última quarta-feira em acidente de avião em Santos (SP). Ele foi apresentado como "o candidato que o Brasil queria votar mas não pôde votar". O programa apresentou ainda falas de Campos em eventos, nos quais afirmava que "o Brasil tem jeito". Tanto o locutor quanto o próprio Campos fizeram referência sempre ao trabalho que seria desenvolvido por ele juntamente com Marina Silva, que deve ser confirmada nesta quarta-feira candidata a presidente no lugar de Campos.

Quarto candidato a aparecer no rádio, depois dos programas de Mauro Iasi (PCB) e de Zé Maria de Almeida (PSTU), Aécio Neves (PSDB) abriu seu programa falando também de Campos e afirmando que "tudo fica pequeno demais quando nos deparamos com algo tão inesperado". O próprio Aécio disse que, "mesmo em partidos diferentes, tínhamos sonhos parecidos".

O programa do PSDB afirmou ainda que os brasileiros estão de "mau humor" e que "a grande maioria quer mudança". O programa faz ainda demarcação entre o período do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o da presidente Dilma Rousseff (PT), candidata à reeleição, afirmando que "o Brasil que vinha bem, vinha avançando, perdeu o rumo" e está "pior que há quatro anos".

Na sequência do tempo de Aécio, o programa de Dilma Rousseff diz que o que não está bem "a gente vai melhorar". Com muito mais tempo que os adversários, apresenta as formas de conexão, de participação nas redes sociais, e pede para o público mandar sua versão do jingle da candidata à reeleição. "Se ficar legal, a gente toca", promete a locução. Lula fala antes de Dilma no programa. Quando aparece, a presidente responde a pergunta de uma menininha que diz que sonha em também ser presidente da República e pergunta se ocupar o cargo é bom.

Em seguida, são feitas comparações com o período de Fernando Henrique Cardoso (PSDB). "Quem compara sabe, quem compara pode ver", cita o jingle. É citada ainda a "maior rede de proteção social do mundo", o "Brasil sem miséria", o "maior programa de obras" que o Brasil já teve e o pré-sal como pontos estruturais que deixam o Brasil pronto para crescer.

A homenagem a Campos, feita no começo do programa de Aécio, vem no fim da propaganda de Dilma, feita por Lula. "Sinto dor imensa por sua perda", diz sobre o ex-ministro, e ressalta que "sua luta sempre foi e continua a ser a nossa luta". E repete as palavras do ex-governador no Jornal Nacional, na véspera de sua morte, sobre "nunca, jamais desistir do Brasil".

O programa do Pastor Everaldo (PSC) promete "reduzir a máquina do Estado ao mínimo necessário" e "passar tudo que for possível para a iniciativa privada".

Depois das apresentações das campanhas de Levy Fidelix (PRTB) e José Maria Eymael (PSDC), o programa de Rui Pimenta (PCO) não é apresentado. A campanha de Eduardo Jorge (PV) também homenageia Campos. Por fim, o programa de Luciana Genro (Psol) traz depoimento de Marcelo Yuka, compositor carioca e fundador da banda O Rappa, em apoio à candidata.
Redação O POVO Online

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