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Fraga se diz 'chocado'; Trabuco vê trajetória vitoriosa

15:00 | 13/08/2014
O presidente do Bradesco, Luiz Carlos Trabuco Cappi, lamentou, em nota enviada ao Broadcast, serviço de notícias em tempo real da Agência Estado, a morte do ex-governador Eduardo Campos e candidato do PSB à Presidência. "Neste momento de triste surpresa e estupefação na sociedade brasileira, dirigimos nossa solidariedade à família do ex-governador Eduardo Henrique Accioly Campos", disse ele.

De acordo com Trabuco, Campos era um brasileiro admirado no País e deixa uma trajetória política "vitoriosa" e marcada pela "competência administrativa". A morte do candidato, aos 49 anos de idade, segundo o presidente do Bradesco, é "é uma perda para todo o Brasil, que sabia poder contar com ele com representante legítimo de uma nova geração de dirigentes nacionais".

Campos faleceu nesta manhã, em acidente de avião. Ele se candidatou à Presidência da República este ano após ter deixado o governo de Pernambuco com 76% de aprovação. Antes, foi deputado estadual e, em 1994, fez sua estreia no cenário político nacional como deputado federal.

"Estou chocado. É uma situação muito triste. O Brasil ficará de luto por um bom tempo", comentou o ex-presidente do Banco Central Armínio Fraga, sobre a morte do ex-governador. "Eu estava com ele recentemente e estava mais vivo do que nunca." "Campos era muito respeitado pelo trabalho que desenvolveu", destacou. Ele fez os comentários depois de participar do Fórum Exame em São Paulo.

Eleições

O banco americano Brown Brothers Harriman avaliou que a morte do candidato do PSB torna mais provável um segundo turno, o qual Marina Silva terá mais chances de alcançar do que Campos teria. Segundo o BBH, a dinâmica eleitoral vai se alterar de muitas formas.

O banco espera que Marina seja a nova candidata oficial da coligação, o que aumenta as chances de um segundo turno, já que ela é mais conhecida e tem uma base eleitoral mais próxima da presidente Dilma Rousseff (PT). "Além disso, Marina terá atenção ilimitada agora, assim como simpatia do público, o que a tornará ainda mais elegível", avalia. "Se pensarmos que a maioria dos votos que ela ganhará virão de Dilma e não de Aécio, então um segundo turno se torna praticamente certo."

O BBH também aponta que o ocorrido vai distrair as atenções das campanhas oficiais, o que é positivo para Dilma, mas negativo para Aécio, que precisa aumentar sua visibilidade. O banco acrescenta, porém, que isso ocorrerá no curto prazo e pode ser neutralizado se o tucano alcançar o segundo turno. "Se ele conseguir, o apoio de Marina pesaria muito mais", diz o relatório.

Para os analistas do banco, Marina tem chances bem maiores de chegar ao segundo turno do que Campos e, neste cenário, ela pode ter uma "chance real" de vencer Dilma, inclusive maior do que Aécio. O BBH avalia que, em um segundo turno com Marina, ela receberia os votos dos eleitores de Aécio, mas que o contrário não é necessariamente verdadeiro. "O eleitores de Marina no primeiro turno provavelmente dividirão seus votos entre Dilma e Aécio se ela não avançar no pleito", afirma. O banco diz ainda que, para os mercados, a eleição de Marina seria mais positiva que a reeleição de Dilma, mas não tão positiva quanto uma vitória de Aécio.

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