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Cid nega irregularidades na Secretaria de Cidades; deputado quer secretário na AL

MP acusa pasta de fazer repasses após o prazo permitido pela Justiça; ação teria relação com campanha de Camilo Santana

16:18 | 08/08/2014
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O governador Cid Gomes (Pros) negou nesta sexta-feira, 8, denúncias de irregularidades em convênios da Secretaria de Cidades para municípios do interior. Em entrevista concedida antes de iniciar reunião com seu secretariado, Cid reforçou que todos os repasses da pasta estão dentro da regularidade, sem exceder prazo previsto pela legislação eleitoral. O secretário de Cidades, Carlo Ferrentini, não estava presente até o início da reunião desta sexta.

Confira entrevista de Cid Gomes sobre o caso:

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“A informação que o secretário me deu é de que todos os convênios estão dentro da regularidade, foram feitos no prazo permitido pela legislação eleitoral. O secretário disse que não tem nenhum problema, mas é dever do Ministério Público examinar”, disse, pouco antes de reunião do grupo de Monitoramento de Ações e Programas Prioritários (Mapp).

[SAIBAMAIS 1]Repasses irregulares

Nesta quarta-feira, o Ministério Público Eleitoral (MPE) divulgou investigação sobre convênios da Cidades com 29 municípios em R$ 7,4 milhões. Segundo o MPE, valores foram repassados após 5 de junho, prazo para transferências da lei eleitoral. A ação envolve Carlo Ferrentini e o candidato Camilo Santana (PT).

Ex-titular da pasta, ele deixou o cargo para disputar eleição. Segundo o MPE, 32 dos 41 convênios analisados ocorrem em municípios de aliados à candidatura de Camilo. A Secretaria das Cidades lançou nota, na qual afirma que prestou todas as informações solicitadas pelo TRE e que está à disposição para esclarecimentos. “A Secretaria reitera que preza pelo respeito à legislação em geral e não poderia ser diferente em relação à legislação eleitoral”.

Na manhã desta sexta-feira, o deputado Roberto Mesquita (PV) anunciou que apresentará requerimento convocando Carlo Ferrintini ao Legislativo. Segundo ele, o secretário precisa dar explicações sobre o caso, que sugere existência de “farra de convênios” no governo. A proposta deve ser votada na próxima semana.

Redação O POVO Online
com informações da repórter Jéssica Welma

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